16:13 05 Junho 2020
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    Segundo afirmou à Sputnik Muhammad Isa, general de brigada sírio e especialista militar, "nos territórios ocupados pelas Forças Democráticas da Síria (FDS) já quase não há curdos".

    Como informou o general, em Raqqa, por exemplo, a quantidade de curdos não supera 3%, o que o faz declarar que agora está sendo realizada uma operação para mudar a composição demográfica desses territórios.

    Tudo isso é controlado e ajudado pelos EUA, pois as FDS não são capazes de controlar áreas grandes com uma quantidade de combatentes relativamente baixa.

    "Quando acabar a guerra com o Daesh [grupo terrorista, proibido na Rússia], os EUA não terão mais pretexto para ficar na Síria. Por isso eles jogam a carta curda. A quantidade de efetivos das FDS não supera os 20 mil efetivos, mas eles controlam um território de 50 mil km2. Isso é apenas possível com apoio americano", disse general à Sputnik Árabe.

    No que diz respeito a possíveis confrontos entre FDS e militares turcos que se encontram em Idlib, o general descartou tal possibilidade.

    "Isso nunca vai acontecer, pois ambas as partes coordenam suas ações com os EUA", afirmou Muhammad Isa.

    Ele considera que os americanos não entrarão em conflito aberto por causa dos curdos. O general destacou que hoje em dia se observa o que pode ser chamado de "guerra fria" ao nível diplomático e, se a situação levar a confrontos com tropas americanas, a Rússia apoiará os sírios, e não importa se serão os soldados americanos que ela vai atacar ou as FDS.

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    Tags:
    Forças Democráticas da Síria, Daesh, Síria
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