06:10 28 Outubro 2021
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    O Bahrein e a Rússia estão negociando o fornecimento de mísseis interceptores S-400, afirmou o comandante da Guarda Real bareinita. O interesse por estes sistemas é evidente, contudo, para Manama seria mais lógico comprar outros meios de defesa antimíssil russos, opinou o especialista militar Aleksei Leonkov.

    O Bahrein e a Rússia estão negociando o fornecimento de sistemas de defesa antimíssil S-400, declarou na abertura da exposição militar BIDEC (Bahrain International Defence Exhibition & Conference), realizada na segunda-feira (16), o comandante da guarda real, xeique Nasser bin Hamad al-Khalifa.

    Anteriormente, Maria Vorobyova, representante oficial do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia, afirmou que a Rússia e a Arábia Saudita acordaram o fornecimento de sistemas S-400, assim como de complexos de mísseis antitanque Kornet-EM, sistemas de lança-foguetes múltiplos pesados TOS-1 Buratino, lança-granadas AGS-30 e fuzis AK-103 da classe Kalashnikov.

    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Aleksei Leonkov recordou que o interesse do Barein pelos sistemas russos de defesa antimíssil de S-400 já dura algum tempo.

    "As conversações sobre o fornecimento [de sistemas S-400] estão se realizando desde o ano passado. O vice-premiê russo Dmitry Rogozin, quando visitou este país, realizou conversações quanto às compras de nosso armamento e tocou também o assunto dos S-400. Mas naquela época isso não foi para a frente. Agora podemos supor que as conversações estejam em uma outra fase", assinalou Aleksei Leonkov.

    Contudo, para ele a compra de S-400 é extraordinária para o Bahrein.

    "É preciso levar em conta que as Forças de Defesa do Bahrein não superam 10 mil homens, e o custo dos sistemas S-400 é quase equivalente ao orçamento militar do país. Este sistema para o Bahrein é extraordinário, o sistema cobre não apenas o território do próprio país, mas vai além de suas fronteiras. Pois, […] seria mais lógico se o Bahrein comprasse outros sistemas russos. Por exemplo, os mísseis Buk M2 ou Tor M2Y, que podem proteger este país de possíveis ataques. Além disso, o Bahrein não possui suas próprias forças de defesa antimíssil, fazendo com que seja estranho ele começar com sistemas tão potentes […] É provável que esta compra seja uma tática da Arábia Saudita para, através do Bahrein, obter algumas vantagens", apontou o especialista.

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    Tags:
    Rússia, Bahrein, Manama, S-400, sistema de míssil antiaéreo, compra, negociações
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