01:19 18 Dezembro 2017
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    Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu

    Netanyahu ameaça Irã e sugere que Israel possa usar armas nucleares

    © AP Photo/ Sebastian Scheiner
    Oriente Médio e África
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    72ª sessão da Assembleia Geral da ONU (19)
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    O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou nesta terça-feira que o seu país irá lutar com a "cortina iraniana" que recaiu sobre o Oriente Médio, ameaçando Teerã pelos seus planos de se estabelecer como parte importante na Síria.

    Netanyahu — que nos últimos anos inventou seu próprio tipo de teatro na maratona anual de discurso das Nações Unidas, com adereços no pódio e advertências dramáticas — estava em um clima mais leve para 2017, quebrando piadas e regozijo com a ascensão do presidente dos EUA, Donald Trump.

    Mas sua mensagem foi, em última instância, não menos grave, quando ele escolheu ecoar o discurso de 1946 de Winston Churchill, que declarou que a Europa oriental comunista havia sido submetida a uma "Cortina de Ferro" de subjugação soviética.

    "Do mar Cáspio ao Mediterrâneo, de Teerã a Tartus, uma cortina iraniana está descendo sobre todo o Oriente Médio", disse Netanyahu em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

    O premiê israelense indicou que o país irá se defender com todo o seu arsenal, que conta com armas nucleares. "Aqueles que nos ameaçam com a aniquilação se colocam em perigo mortal. Israel se defenderá com toda a força de nossas armas e o pleno poder de nossas convicções".

    O governo iraniano é um aliado do presidente sírio Bashar Assad, mas para Israel tal aliança não é aceitável e, segundo Netanyahu, o seu país fará tudo que estiver ao seu alcance para impedir que Teerã se torne uma nação importante em território sírio.

    "Agiremos para evitar que o Irã estabeleça bases militares permanentes na Síria para suas forças aéreas, marítimas e terrestres", continou ele, prometendo também impedir o Irã de produzir armas que possam atingir o Estado judeu.

    Além de apoiar a luta de Assad contra grupos rebeldes e terroristas do Daesh na Síria, o Irã apoia também os militantes libaneses do Hezbollah e os palestinos do Hamas – todos inimigos declarados de Israel.

    Para Netanyahu, Teerã representa uma ameaça no Oriente Médio e é preciso romper o acordo nuclear firmado com o país em 2015, como pregou nas últimas semanas o presidente dos EUA, Donald Trump.

    Tema:
    72ª sessão da Assembleia Geral da ONU (19)

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    Tags:
    armas nucleares, política, diplomacia, Assembleia Geral da ONU, ONU, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Estados Unidos, Irã, Israel
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