08:59 18 Outubro 2021
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    A falta de investigação dos ataques aéreos dos EUA provam que o ataque químico de Idlib foi encenado, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad durante um briefing em Damasco.

    O ataque com mísseis contra o aeródromo sírio realizado em abril, três dias após o ataque químico em Khan Shaykhun, indica que foi planejado com antecedência e que o ataque químico de Idlib foi encenado, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores sírio.

    "Baseando-se em fatos fabricados de terroristas, que culparam o exército sírio pelo ataque químico em Khan Shaykhun, os Estado Unidos realizaram imediatamente um ataque de mísseis [contra a base militar síria de Shayrat, em 7 de abril], mesmo antes de ter sido iniciada a investigação. Eles tomaram a decisão com antecedência, o que indica que o ataque foi encenado", disse Faisal Mekdad.

    As autoridades sírias vão garantir todas as condições necessárias para o trabalho da comissão de investigação do ataque químico em Idlib, que chegará em breve a Damasco, acrescentou o ministro.

    Em 4 de abril, a Coalizão Nacional das Forças Armadas Revolucionárias da Síria, apoiada pelos EUA, acusou o governo sírio de ter realizado o suposto ataque químico em Khan Shaykhun, na província síria de Idlib. Em resposta ao incidente, Washington, sem apresentar qualquer prova do uso de armas químicas por Damasco, lançou 59 mísseis de cruzeiro Tamahawk contra a base aérea de Shayrat.

    Em 21 de abril, o presidente da Síria, Bashar Assad, disse à Sputnik que não houve nenhum ataque com armas químicas em Idlib, acrescentando que as informações sobre o incidente eram falsas, sendo um pretexto encenado para justificar o ataque dos EUA contra a base de Shayrat.

    Mais tarde, em 20 de junho, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) informou que sua missão tinha confirmado que em Khan Shaykhun, na província de Idlib, foi usado gás sarin, gás utilizado como arma química, sem especificar quem foi o responsável. Nenhum dos peritos da missão da OPAQ e do Mecanismo Conjunto da OPAQ e ONU visitou o lugar do incidente.

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