17:35 25 Setembro 2018
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    Mulheres e crianças yazidis presas pelo Daesh

    Alemãs no Daesh não só casam com militantes, mas aderem à 'polícia de costumes'

    © AFP 2018 / Ahmad Al-Rubaye
    Oriente Médio e África
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    Quatro cidadãs da Alemanha, que foram detidas na cidade iraquiana de Mossul, não eram apenas esposas dos terroristas do agrupamento Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países), mas trabalhavam na entidade policial da organização vigiando os costumes dos combatentes, comunica uma edição alemã.

    Segundo explica a revista Spiegel, referindo-se às forças de segurança alemãs, esta entidade policial funcionava no território de Raqqa e Mossul. Ela, por exemplo, era encarregada de controlar se as mulheres estavam se vestindo do modo apropriado para as leis adotadas na comunidade jihadista. Particularmente, mulheres que não vestiam roupas completamente fechadas ou usavam maquiagem debaixo da burca, eram castigadas com chicotadas.

    Anteriormente, a procuradoria-geral da Alemanha afirmou estar investigando quatro cidadãs, que foram detidas em Mossul. As mulheres são suspeitas de ter lutado nas fileiras do Daesh.

    De acordo com a revista, durante a operação para libertar Mossul, os militares iraquianos detiveram cerca de 20 mulheres jihadistas de vários países.

    Particularmente, a procuradoria alemã trava uma investigação em relação à Linda W., de 16 anos, provinda da região da Saxônia. A estudante escolar desapareceu no verão de 2016 logo depois de se converter ao islã.

    Os pais da menina logo se dirigiram às entidades policiais, enquanto o tabloide BILD comunicou nesta segunda-feira (24), referindo-se à procuradoria de Dresden, que o processo tinha sido reaberto graças a novos fatos estabelecidos. De acordo com uma fonte da procuradoria, a menina foi identificada e está recebendo assistência consular.

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    Tags:
    jihadismo, recrutamento, Daesh, Alemanha, Síria, Mossul
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