03:55 24 Agosto 2017
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    An Afghan soldier points his gun at Daesh militants group banner as he patrols during ongoing clashes in Kot District in eastern Nangarhar province

    Sem Mossul, Daesh deve intensificar tráfico de petróleo, ópio e seres humanos

    © AFP 2017/ NOORULLAH SHIRZADA
    Oriente Médio e África
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    O Daesh tentará expandir seu tráfico de petróleo, ópio e seres humanos após a libertação de Mossul, avaliou a ex-tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Karen Kwiatkowski, em entrevista à Sputnik International.

    O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou na segunda-feira (12) que as forças de segurança locais finalmente liberaram o oeste de Mossul após meses de luta, embora explosões e combates ainda tenham sido relatados no dia seguinte.

    "Agora que o Estado Islâmico [Daesh] está em alguma desordem… ele procurará seu modelo de negócios principal, que é lidar com petróleo roubado, ópio e tráfico de seres humanos", disse Kwiatkowski.

    A ex-tenente-coronel avaliou que a organização terrorista fatura anualmente cerca de US$ 500 milhões com o comércio de petróleo e US$ 1 bilhão com as vendas de ópio. Ela também afirmou que a retomada de Mossul não significa um automático enfraquecimento do Daesh. Pelo contrário, sem mais precisar administrar a cidade, o grupo terrorista pode focar-se em suas atividades mais rentáveis e, portanto, sair fortalecido da situação.

    "Este propósito — particularmente os elementos criminosos de contrabando e dos ataques terroristas — pode ser reforçado pela perda do território que era Mossul", disse ela. "Como participantes oficiais e não oficiais na venda e distribuição de armas na região, essa experiência também pode se revelar rentável em lugares onde a luta continua, possivelmente no Iêmen, Síria e além".

    O Daesh, avalia Kwiatkowski, precisa perder suas principais fontes de receita e poder econômico. Uma queda na safra de papoula, regras mais rígidas para o comércio de petróleo e transparência política na região são ações que poderiam impactar o caixa do grupo terrorista.

    Origens

    O próprio Daesh é fruto da estratégia dos EUA de enfraquecer e derrubar governo após governo no Oriente Médio, deixando um rastro de "medo, anarquia e corrupção", continuou Kwiatkowski.

    A organização terrorista, assim como a Al-Qaeda anteriormente, "foi extremamente útil para os EUA e Israel na busca e justificação de seus objetivos, e serve interesses da Casa de Saud [Arábia Saudita] e outros sátrapas dos EUA, criando ansiedade e deslocamento para muitos xiitas e sunitas moderados".

    A tenente-coronel da Força Aérea dos EUA disse que o Daesh deve ser compreendido "no contexto das grandes potências e seus interesses" e que o wahabismo saudita é a inspiração da organização. 

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    Daesh
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