08:06 31 Março 2020
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    Ruptura de relações diplomáticas com Qatar (67)
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    A crise diplomática no golfo Pérsico entra em uma nova fase depois de quatro países, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, ameaçarem o Qatar com novas sanções, depois de Doha não cumprir as exigências desses países árabes dentro do prazo estipulado.

    Em 23 de junho, quatro países apresentaram um ultimato a Doha exigindo o cumprimento de 13 demandas para resolver o conflito.

    De acordo com a lista de 13 pontos, o Qatar tem de reduzir os laços diplomáticos com o Irã, fechar a base militar turca em seu solo e encerrar a emissora Al-Jazeera e suas filiais.

    Outras condições incluem a denúncia pública das relações com grupos islamitas, o fim do financiamento do terrorismo e a entrega de pessoas designadas como terroristas pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

    Doha classificou como "irrealistas" as demandas dos quatro países árabes e exige a revisão das demandas.

    "Possivelmente, Qatar está dando sinais que o país pode fazer concessões para resolver o conflito. Em particular, Doha pode pedir a Ancara para retirar as tropas do seu território. Possivelmente, é por isso que Ancara disse recentemente que a Turquia retiraria suas tropas do Qatar se Doha apresentasse esse pedido", disse Nuri Yesilyurt, analista político à Sputnik Turquia.

    Ele sublinhou que esta declaração não é um passo atrás e deve ser considerada como a disponibilidade da Turquia para ajudar Doha a encontrar um compromisso e lidar com a crise.

    Quanto às novas sanções contra o Qatar, Yesilyurt notou que o boicote ao Qatar é muito desvantajoso apenas para o Qatar, e é por isso que os oponentes de Doha não querem fazer compromissos. Eles estão esperando que o Qatar dê um passo atrás e estão prontos para continuar o boicote.

    "Doha disse que a implementação de cada uma das 13 demandas do ultimato violaria a sua soberania. É verdade. No entanto, o Qatar se mostra disposto a começar o diálogo. O Qatar está efetuando uma política aberta a negociações sob a mediação do Kuwait. Doha está indicando que está pronta para fazer concessões e começar negociações com os países que iniciaram o bloqueio para encontrar uma solução em conjunto", sublinha o perito.

    Entre as possíveis concessões do Qatar, o analista nomeou a redução do nível de crítica da emissora Al-Jazeera, a expulsão do país de alguns líderes da organização Irmandade Muçulmana, o compartilhamento de dados de inteligência sobre grupos terroristas e a retirada das tropas turcas.

    Na semana passada, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reafirmou o apoio da Turquia a Doha, dizendo que o boicote ao Qatar vai contra o direito internacional. Ele acrescentou que a Turquia retiraria suas tropas do Qatar se Doha fizesse esse pedido.

    Yesilyurt disse que os EUA podem tomar parte na solução do conflito. Segundo o especialista, Washington pode "pôr as partes em conflito em um denominador comum".

    "Se não houver um progresso atingido pelos EUA, há o risco de agravamento do bloqueio contra o Qatar. Na agenda estará a questão da suspensão da permanência do Qatar no Conselho de Cooperação do Golfo (GCC)", disse Yesilyurt. Segundo a fonte, a Turquia diz que ajudará a chegar a um compromisso, mas hoje os EUA devem desempenhar o papel principal no assunto.

    Em 5 de junho, a Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos romperam as relações diplomáticas com o Qatar e também fecharam suas fronteiras com o país, o acusando de apoiar o terrorismo e de interferir nos assuntos internos de outros países.

    O ministro das Relações Exteriores do Qatar, Mohamed bin Abdulrahman Al Thani, negou todas as acusações de interferência nos assuntos internos de outros países.

    A tensão na região aumentou no final de maio, depois de uma agência estatal do Qatar ter publicado uma suposta declaração do Emir do país em defesa da melhoria das relações com o Irã.

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    Ruptura de relações diplomáticas com Qatar (67)

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    crise diplomática, base militar, boicote, terrorismo, Conselho de Cooperação do Golfo, Recep Tayyip Erdogan, Golfo Pérsico, Qatar, Turquia, EUA
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