18:27 21 Setembro 2017
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    Homem com máscara de oxigênio depois do alegado ataque químico na cidade de Khan Shaykhun,em Idlib, Síria, em 4 de 2017

    OPAQ não quer enviar especialistas para investigar ataque químico em Idlib, na Síria

    © REUTERS/ Ammar Abdullah
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    A direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) informou ao governo da Síria não poder enviar especialistas para investigar o ataque químico em Khan Shaykhun, disse o vice-ministro das Relações Exteriores do país árabe, Faisal Mekdad.

    O diplomata destacou que Damasco formou uma comissão própria para investigar os acontecimentos na província de Idlib.

    "Temos um relatório, com bases em fotos e vídeos da população local de Khan Shaykhun, que provam o fato dos grupos terroristas serem os responsáveis por essas ações criminosas", afirmou Mekdad.

    "Não estamos escondendo nada. OPAQ nós informou, entretanto, não ser capaz de fazer nada", lamentou o vice-ministro.

    Ele adicionou que os EUA se manifestaram contra a proposta de Damasco de enviar especialistas independentes ao local do ataque químico.

    Mekdad sublinhou o fato das autoridades do seu país terem abdicado totalmente do uso de armas químicas. Ele lembrou que, durante o processo de destruição dessas armas, Damasco permitiu a presença e a realização de inspeções por especialistas.

    No dia 4 de abril, a oposição síria declarou que, durante um ataque químico em Khan Shaykhun, na província de Idlib, 80 pessoas morreram e 200 ficaram feridos. O rebeldes culparam as tropas do governo, que negou as acusações e declarou militantes terroristas como responsáveis pelo ataque. O governo de Damasco afirma nunca ter usado armas químicas, alegando a destruições de todo o seu arsenal do tipo, sob a supervisão da OPAQ.

    EUA, sem apresentar provas do alegado envolvimento de Damasco no ataque químico, nem ouvir os apelos da Rússia, que exigiu uma investigação, atacaram a base aérea síria de Shayrat, no dia 7 de abril, com mísseis de cruzeiro. 

    Segundo Bashar Assad, em entrevista à Sputnik, o uso de armas químicas não aconteceu e o incidente em Idlib foi armado para provocar um ataque norte-americano ao país.

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    Tags:
    especialistas, ataque químico, investigação, armas químicas, Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Faisal Mekdad, Idlib, Síria, EUA
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