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    Para o Exército governamental sírio, apoiado pelo grupo da Força Aeroespacial da Rússia, é importante antecipar-se à coalizão internacional encabeçada pelos EUA na ofensiva contra o Daesh na província de Deir ez-Zor, assinala Aleksei Gromov, colunista da mídia Agência Federal de Notícias russa.

    A operação das tropas governamentais na Síria

    O autor observa que, entretanto, não há informação oficial quanto ao começo da operação do Exército sírio e da Força Aeroespacial da Rússia em Deir ez-Zor, mas, de acordo com algumas informações às quais a agência teve acesso, as tropas de Bashar Assad se preparam para atacar o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) nesta província, que tem estado sob controle dos terroristas nos últimos 4 anos.

    Os extremistas converteram a vida dos habitantes de Deir ez-Zor em um verdadeiro pesadelo. É impossível olhar com calma para as crianças feridas e mortas, mulheres assustadas e destruição geral na área, sublinha o colunista.

    Quem se aproveita das desgraças dos sírios?

    A oposição síria, apoiada pela coalizão, também tencionava atacar a cidade de Deir ez-Zor. Não obstante, de acordo com Gromov, parece estar mais interessada em obter o petróleo cujas jazidas se encontram na região.

    Os recursos da Síria também atraem a Arábia Saudita e a Turquia, sublinha o jornalista.

    "A coalizão, que opera na Síria sem resolução da ONU nem o pedido oficial de Damasco, está plenamente consciente de que seria mais fácil obter recursos baratos se Síria estivesse dividida em zonas de influência e a maioria das jazidas do petróleo estivessem sob controle dos EUA e seus fantoches", afirma.

    Formalmente, o objetivo da invasão da Força Especial dos EUA e do Reino Unido é realizar uma ofensiva contra os terroristas do Daesh no sul da província de Deir ez-Zor. Mas, na realidade, "seu objetivo é se apoderar das regiões petrolíferas", assegurou o jornalista.

    É por isso que o Exército sírio deveria pensar em lançar uma ofensiva na província o mais rápido possível, sublinham os especialistas em assuntos militares.

    O comando militar sírio tem que ser mais ativo, assinala um analista citado pela agência AFN.

    "Se Assad não iniciar uma mobilização geral, será difícil evitar a desintegração do país", advertiu.

    A ajuda dos assessores militares russos

    A fim de conseguir o sucesso do assalto a Deir ez-Zor, o comando militar sírio deve prestar mais atenção ao planejamento, área em que os assessores militares russos presentes na Síria poderiam ajudar.

    "Se a ofensiva das forças do governo sírio for coordenada por assessores militares russos, Assad será capaz de se antecipar aos americanos e sauditas em Deir ez-Zor", prognosticou Andrei Koshkin, perito militar citado pelo colunista.

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    Tags:
    terroristas, ofensiva, Guerra Civil Síria, Força Aeroespacial da Rússia, Daesh, Deir ez-Zor, EUA, Rússia, Síria
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