13:19 19 Fevereiro 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    551008
    Nos siga no

    Em 18 de maio, a coalizão antiterrorista encabeçada pelos EUA efetuou um ataque aéreo contra as forças pró-governamentais sírias perto da cidade de Tanf, no sul da Síria. O representante do Pentágono explicou que "o comandante no terreno considerou que estas forças representam uma ameaça para a coalizão".

    O comboio militar instalado no distrito sírio de Tanf que se tornou alvo de um ataque da coalizão internacional pertencia às forças pró-governamentais sírias. De acordo com as informações entregues à Sputnik, o comboio era constituído por 5 tanques T-62, um armamento antiaéreo Shilka e vários outros veículos.

    Os aviões da coalizão entraram no espaço aéreo sírio do lado da Jordânia e, a uma altura muito baixa, efetuaram alguns disparos de advertência e logo lançaram mísseis contra o comboio, destruindo os tanques, uma arma autopropulsada e os veículos.

    De acordo com a fonte, o fogo de resposta de um canhão de 23 mm fez com que os aviões recuperassem a altura, sendo que neste momento acabaram por ser detectados pelos radares do sistema S-200 na zona de Damir. Ao repararem nos mísseis sírios, as aeronaves abandonaram imediatamente o espaço aéreo do país árabe.
    Dos 50 militares que se encontravam na coluna, 6 resultaram mortos e 3 feridos.

    Para o vice-chanceler russo Gennady Gatilov, o ataque dos EUA contra as forças governamentais sírias na zona de Tanf, no sul do país árabe, foi "absolutamente inadmissível e representa uma violação da soberania síria".

    O diplomata russo sublinhou que os ataques contra as forças governamentais "não fazem parte da operação contra o Daesh e Frente al-Nusra [atual Frente fatah al-Sham]".

    O chefe do Comitê Internacional do Conselho da Federação (Senado) russo, Leonid Slutsky, por sua vez, assinalou que "enquanto a Rússia empreende enormes esforços para apoiar a trégua na Síria, os EUA debilitam as forças que lutam contra o Daesh e a Frente al-Sham [organizações proibidas na Rússia] e de fato fazem o jogo destes grupos terroristas".

    Slutsky também sublinhou que o ataque dos EUA minou as possibilidades de cooperação contra o terrorismo na região. Além disso, o político advertiu que a postura de Washington quanto à Síria tem um caráter destrutivo.

    "O novo ataque dos EUA contra as forças do governo sírio é uma continuação da política destrutiva de Washington, que começou com a provocação em Idlib e o ataque contra a base aérea na província de Homs", assegurou.

    De acordo com o político, "tal tipo de ações mostra o quão imprevisíveis são os parceiros americanos, o que dificulta o processo de negociações sobre a regularização da situação na Síria, inclusive os acordos sobre a retomada completa do memorando entre a Rússia e os EUA quanto à prevenção de incidentes aéreos na Síria".

    O primeiro vice-presidente do Comitê Internacional da Duma de Estado, Dmitry Novikov, por sua vez, destacou que o ataque da coalizão significa que os EUA seguem uma política de derrube do presidente sírio, Bashar Assad.

    "Somos a parte que apoia o governo eleito de Assad e se encontra no território da Síria a pedido das autoridades sírias. Está claro que a Rússia não pode abandonar nem a sua política, nem as suas obrigações", sublinhou.

    Mais:

    Trump diz que 'fará frente à conduta destrutiva' da Rússia na Síria e Ucrânia
    Opinião: mídia dos EUA ficou menos rigorosa com Trump após ataque contra base síria
    Assad diz que não fará concessões relacionadas à independência da Síria
    Quando haverá paz na Síria? Inteligência dos EUA tem previsão
    Investigação mostrará: ataque de Trump à Síria foi legal?
    Tags:
    coalizão internacional, ataque aéreo, Comitê Internacional do Conselho da Federação, Gennady Gatilov, Dmitry Novikov, Leonid Slutsky, Rússia, Síria, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar