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    Em 11 de maio, o diretor da Agência de Inteligência Nacional dos EUA, Dan Coats, apresentou um prognóstico negativo quanto ao desenvolvimento ulterior da situação no território afegão.

    "É quase certo que a situação política, no que se trata da segurança no Afeganistão, vai se deteriorar até 2018, mesmo com um aumento pouco significativo da ajuda militar por parte dos EUA e seus aliados", apontou.

    Enquanto os EUA e a OTAN mantiverem sua presença militar no Afeganistão, a guerra e a violência irão continuar nesse país. Foi esta a opinião que apresentou à Sputnik Dari o cientista político afegão Vahid Mozhadah.

    "O aumento do contingente militar estrangeiro no Afeganistão não poderá, de maneira nenhuma, garantir a segurança no país. Embora a OTAN, sob liderança americana, tenha preservado durante quase dez anos um contingente militar de quase 100 mil soldados no Afeganistão, a guerra no território afegão não só não terminou como, pelo contrário, se reacendeu com nova força", assegurou.

    "É por isso que mais um envio de militares adicionais ao Afeganistão não trará quaisquer benefícios. Para terminar com a violência, o melhor cenário seria iniciar negociações de paz entre os talibãs e o governo afegão. É nesse sentido que Moscou, particularmente, está trabalhando", afirmou Vahid Mozhadah.

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    Tags:
    contingente militar, presença militar, OTAN, Afeganistão, EUA
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