23:44 14 Dezembro 2019
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    Primeiro-ministro indiano Narendra Modi com o primeiro-ministro chinês Li Keqiang

    Por que Índia perturba iniciativas da China para criar Nova Rota da Seda?

    © AP Photo / Andy Wong
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    No dia da chegada do primeiro-ministro indiano Narendra Modi a Sri Lanka, um submarino chinês não foi autorizado a entrar na doca na capital do Sri Lanka, Colombo.

    É possível que Sri Lanka tenha feito isso cedendo à pressão política da Índia, considera a especialista do Instituto de Estudos Orientais Tatiana Shaumyan. O incidente com o submarino ocorreu na véspera da visita do primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, a Pequim para participar em 14-15 de maio de um fórum sobre a cooperação internacional no âmbito da Rota da Seda.

    As escalas de submarinos e outros navios de guerra em portos estrangeiros para reabastecimento é uma prática internacional normal. Se a permissão para entrar em qualquer porto não é dada, as razões para a recusa, como regra, não são explicadas e a posição do governo do país visitado não é comentada.

    Assim aconteceu, por exemplo, no final de abril do ano passado, quando as autoridades chinesas não deram permissão para o porta-aviões americano USS John C. Stennis entrar no porto de Hong Kong. E este não foi o primeiro caso. Em 2007, Pequim não permitiu a entrada em Hong Kong do porta-aviões USS Kitty Hawk depois de Washington ter anunciado um acordo com Taiwan sobre fornecimento de mísseis.

    Ultimamente uma situação interessante foi observada em 2014, quando o Sri Lanka permitiu a entrada de um submarino chinês no porto de Colombo, o que causou a ira de Nova Deli. Índia está muito preocupada com a crescente atividade da China no Sri Lanka, que ainda considera como sua zona de influência, disse Tatiana Shaumyan à Sputnik China.

    O Fórum do Cinturão e Rota para Cooperação Internacional (uma iniciativa chinesa no âmbito do projeto da Nova Rota da Seda) é um impulso para o desenvolvimento da cooperação entre a China e seus vizinhos – Índia, Nepal, Mianmar e Bangladesh. Eles são considerados pela Índia como a esfera tradicional de sua influência, por isso qualquer atividade chinesa na região provoca a desconfiança e oposição indiana.

    O especialista da Academia Diplomática da China, Ren Yuanzhe, pelo contrário, acredita que a iniciativa "Um Cinturão e Uma Rota" deve se transformar de pomo da discórdia em um campo de cooperação entre a China e Índia:

    "Espero que a cooperação sino-indiana vá desempenhar um papel importante na criação da Nova Rota da Seda. 'Um Cinturão e Uma Rota' é um projeto aberto, onde não existe intolerância", sublinha o especialista chinês.

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    Tags:
    rota da seda, USS John C. Stennis, USS Kitty Hawk, Narendra Modi, Pequim, Taiwan, Sri Lanka, Índia, China
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