04:27 22 Agosto 2017
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    US military commander (R) walks with a commander (C) from the Kurdish People's Protection Units (YPG) as they inspect the damage at YPG headquarters after it was hit by Turkish airstrikes in Mount Karachok near Malikiya, Syria April 25, 2017.

    Desafiando Erdogan, EUA fornecerão metralhadoras e morteiros a curdos na Síria

    © REUTERS/ Rodi Said
    Oriente Médio e África
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    Os Estados Unidos começarão em breve, a armar as forças curdas na Síria lutando contra o Daesh com munição, armas pequenas, metralhadoras pesadas e morteiros.

    A informação veio do porta-voz da Operação "Solução Inerente", o coronel John Dorrian, durante uma reunião nesta quarta-feira.

    "Então, o que estamos falando aqui é munição, armas pequenas, metralhadoras pesadas e morteiros serão incluídos", disse Dorrian aos repórteres.

    Na terça-feira, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou que o presidente Donald Trump aprovou um plano para armar as Unidades de Proteção Popular (YPG), a filial do Partido de União Democrática (PYD) curdo sírio, combatendo terroristas do Daesh (autodenominado Estado Islâmico, proibido na Rússia e em vários outros países) na Síria.

    Reação turca

    Anteriormente, o ministro da Defesa turco, Fikri Isik, advertiu o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, contra o uso da ajuda das forças curdas durante a operação para recuperar a cidade síria de Raqqa das mãos terroristas. Hoje, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se manifestou mais uma vez contrária à decisão americana e pediu que os EUA "anulem imediatamente o plano".

    De acordo com o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, cada arma entregue às forças curdas "representa uma ameaça para a Turquia".

    "Se nós apoiamos a integridade territorial da Síria, temos de aprender com os erros que cometemos no Iraque e abster-se de fazer qualquer movimento errado. O [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] YPG e o PKK [considerado terrorista pelos turcos] são a mesma entidade, não há diferença entre eles ", afirmou o chanceler turco.

    O vice-primeiro-ministro turco, Nurettin Canikli, também se manifestou sobre o assunto.

    "Não podemos aceitar a presença de organizações terroristas que poderiam ameaçar o futuro do Estado turco. Esperamos que os Estados Unidos ponham fim a este erro", disse Canikli.

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    Tags:
    Operação Solução Inerente, Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Daesh, Estado Islâmico, Partido da União Democrática Curda, Unidades de Proteção Popular (YPG), Departamento de Defesa dos EUA, Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Ministério da Defesa Nacional da Turquia, Nurettin Canikli, James Mattis, Mevlut Cavusoglu, Recep Tayyip Erdogan, Fikri Isik, Rússia, Iraque, Curdistão, Raqqa, Turquia, Síria, Estados Unidos
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