15:34 26 Novembro 2020
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    A Síria está disposta a respeitar o memorando sobre as zonas de segurança, mas preserva para si o direito de responder a qualquer violação que seja cometida pelos grupos armados, declarou o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallem.

    "Vamos respeitá-lo [o memorando], mas caso seja cometida uma violação por algum grupo, a resposta será resoluta", disse o chanceler sírio em uma entrevista coletiva.

    O ministro assinalou que, por agora, é cedo para tirar conclusões quanto à eficiência do memorando.

    O titular da parta sírio indicou que ainda restam alguns detalhes logísticos que se debaterão em Damasco e somente depois se poderá analisar como o acordo é cumprido.

    Além disso, Walid Muallem sublinhou que a Síria não permitirá que as forças internacionais sob os auspícios da ONU participem da vigilância do memorando.

    "Não haverá presença de forças internacionais sob a égide da ONU", disse ele durante uma entrevista coletiva.

    O ministro adiantou também que "a Rússia, como país garante, esclareceu que nestas zonas serão instaladas forças da polícia militar e centros de monitoramento, enquanto a ONU e outras forças internacionais não exercerão nenhum papel nestas zonas".

    O memorando sobre a criação de 4 zonas seguras na Síria foi celebrado pelos países garantes do armistício (Rússia, Turquia e Irã) que entrou em vigor nos finais de 2016, durante a 4ª rodada das consultas sírias em Astana, realizada entre 3 e 4 de maio.

    Trata-se das zonas que abrangem a província de Idlib, uma parte do território vizinho de Latakia, Aleppo e Hama, a parte nordeste da província de Homs, Ghouta oriental e determinadas zonas do sul sírio, nas províncias de Daraa e Quneitra.

    O acordo busca cessar todos os confrontos armados entre as forças governamentais e as de oposição, consolidar o regime de cessar-fogo e separar os opositores sírios dos grupos terroristas como o Daesh (autodeterminado Estado Islâmico) e Frente al-Nusra, ambos proibidos na Rússia e em alguns outros países.

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    Tags:
    zonas de segurança, Guerra Civil Síria, Daesh, ONU, Walid Muallem, Aleppo, Latakia, Rússia, Síria
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