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    Político iemenita: EUA deslocam militantes da Síria e Iraque para Iêmen

    © REUTERS/ Khaled Abdullah
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    Os EUA estão dispostos a aplicar esforços para regular conflito no Iêmen por meio de negociações, declarou chefe do Pentágono, James Mattis, durante sua primeira visita à Arábia Saudita.

    Segundo informa a Reuters, Mattis destacou que pessoas inocentes continuam morrendo no Iêmen, acrescentando que se tem que pôr urgentemente um fim a isso.

    Muhammad Anam, um dos dirigentes do partido no poder no Iêmen, o Congresso Geral Popular, disse à Sputnik Árabe que os EUA estão aumentando a ajuda à coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita para influenciar a situação no Iêmen. Com o mesmo objetivo, os americanos deslocam militantes da Síria e do Iraque para o Iêmen.

    "Os EUA participam há muito tempo do conflito iemenita. Desde março de 2015, eles têm apoiado a Arábia Saudita. É provável que os ataques contra civis, incluindo mulheres e crianças, se tenham tornado o pretexto oficial para aumentar o envolvimento dos EUA no conflito", diz Muhammad Anam.

    Ele acrescentou que foi anunciado oficialmente um apelo para lutar contra os terroristas do Daesh e da Al-Qaeda (grupos terroristas, ambos proibidos na Rússia), mas os EUA apoiam estes terroristas no Iêmen da mesma forma que eles fazem na Síria e no Iraque.

    "A Arábia Saudita é apenas um instrumento nas mãos dos políticos americanos. E as ações de ambos os países são destinadas à realização de interesses políticos. Apenas os iemenitas combatem realmente contra os terroristas", sublinhou Muhammad Anam.

    O político iemenita adicionou que o Congresso advertiu Donald Trump sobre as consequências do apoio à Arábia Saudita e a Abdrabbuh Mansour Hadi, o ex-presidente iemenita que hoje se encontra na Arábia Saudita. Um dos objetivos do apoio americano às organizações terroristas foi o ataque contra interesses da Rússia, considera Muhammad Anam.

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    Tags:
    Al-Qaeda, Daesh, EUA, Arábia Saudita, Iêmen
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