04:22 26 Setembro 2017
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    Um especialista das Nações Unidas recolha amostras de solo para investigação do suposto uso das armas químicas na Síria

    'Resistência à investigação imparcial do suposto ataque químico em Idlib só vai aumentar'

    © AFP 2017/ Ammar al-Arbini
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    Ataque norte-americano contra base aérea síria (82)
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    O chefe do Comitê de Assuntos Internacionais da Câmara Alta do Parlamento russo, Konstantin Kosachev, questiona a imparcialidade da investigação da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) sobre o suposto ataque químico na província síria de Idlib.

    "Se pressupõe que não deveria haver nehuma dúvida sobre a objetividade da OPAQ e a exatidão dos métodos utilizados, já que se trata das Nações Unidas. Mas, lamentavelmente, há dúvidas. Por exemplo, ambos os grupos de trabalho da OPAQ na Síria são dirigidos pelos cidadãos britânicos. Porquê?", se pergunta o legislador.

    Ademais, Kosachev adiantou que as amostras alegadamente tomadas do lugar do ataque estão sendo estudadas na Turquia, país que apoia vários grupos rebeldes na Síria.

    Ainda por cima, as informações sobre como, quando e onde são tomadas as amostras e em que laboratórios são estudadas é confidencial, enquanto os peritos se recusam a ir ao local do incidente, afirmou o senador.

    Segundo diz o político, para a zona do alegado ataque deve ser enviado um grupo internacional de peritos que se dedique a estudar as amostras no lugar do incidente e não na Turquia.

    "Depois de realizar os ataques de mísseis sem tomar em contra os resultados da investigação, a resistência a qualquer tipo de investigação apenas aumentará, já que qualquer evidência contra a versão principal, que atribui a responsabilidade pelo ataque químico às autoridades sírias, se converte de imediato em uma acusação séria contra os EUA. E isso já é algo grave", escreveu o senador na sua página do Facebook.

    Durante uma reunião da OPAQ realizada em 13 de abril, a Rússia propôs criar uma missão internacional com a participação de peritos de vários países.

    Representantes do Ministério das Relações Exteriores russo advertiram que a Rússia não confiaria nos resultados de uma investigação não transparente, levada a cabo por representados dos países ocidentais. Na noite da passada quinta (6) para sexta-feira (7), os Estados Unidos lançaram, sem mandato do governo sírio ou da ONU, 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base aérea de Shayrat, de onde, segundo os oficiais americanos, em 4 de abril teria sido efetuado um ataque químico contra a população civil, alegadamente por parte das forças de Bashar Assad.

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    Ataque norte-americano contra base aérea síria (82)

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    Tags:
    investigação, armas químicas, amostras, OPAQ, ONU, Konstantin Kosachev, EUA, Turquia, Idlib, Reino Unido, Síria
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