06:51 13 Dezembro 2017
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    Ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai

    Ex-presidente do Afeganistão classificou o lançamento da bomba dos EUA de 'traição'

    © AFP 2017/ ALEXANDER NEMENOV
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    O ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, acusou seu sucessor de cometer traição, ao permitir que os militares dos EUA lançassem a maior bomba não nuclear em uma operação contra terroristas do Daesh no país.

    Karzai, que "se posicionou contra a América", mantém uma influência considerável no grupo étnico Pashtun do Afeganistão, ao qual o presidente Ashraf Ghani também pertence. Suas declarações podem sinalizar uma reação política das forças nacionalistas no país e colocar em risco a missão militar dos EUA no Afeganistão.

    "Como é possível permitir que os americanos bombardem seu país com um dispositivo igual à uma bomba atômica?", disse Karzai durante um evento público em Cabul, questionando a decisão de Ghani. "Se o governo permitiu fazer isto, isso foi errado, foi uma traição nacional".

    Violação da soberania

    Durante a posse de Karzai como presidente, sua oposição aos ataques aéreos de forças militares estrangeiras agravou seu relacionamento com os Estados Unidos e outras nações ocidentais.

    Como o governo de Cabul, dividido entre Ghani e seu rival Abdullah Abdullah, num  compartilhamento de poder negociado pelos EUA, permanece frágil, as intervenções políticas de Karzai chamam a atenção. Ghani não conseguiu construir uma unidade, constuida por Karzai, que deixou o cargo em 2014.

    Karzai classificou o ataque norte-americano de violação de soberania, perturbando assim o instável ambiente político do país.

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    Tags:
    MOAB, Hamid Karzai, Afeganistão
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