09:43 17 Dezembro 2018
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    As consequências do ataque de mísseis à Base Shayrat

    Base de Shayrat atacada pelos EUA era um dos aeródromos mais seguros da Síria

    © Sputnik / Mikhail Voskresensky
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    Aeródromo de Shayrat, que foi seriamente danificado pelos ataques com mísseis de cruzeiro lançados do destróier USS Ross da Marinha dos EUA na madrugada de 7 de abril, era usada ativamente pela Força Aérea da Síria desde o início da guerra civil.

    A sua localização favorável a 38 quilômetros ao sudeste da cidade de Homs, no centro geográfico da parte ocidental do país, permitia à aviação aí estacionada realizar ataques sobre alvos que ficavam não apenas na sua província, mas também perto de Damasco, Hama, Idlib e Aleppo.

    A pista de aterragem de três quilômetros podia ser utilizada por aviões de todos os tipos – desde caças a aviões de transporte pesados. A pista adicional de igual comprimento devia ser usada em caso de destruição da pista principal.

    © Foto :
    Imagens de arquivo da base aérea de Shayrat

    Em outono de 2015, acabou a construção de 45 casamatas no território do aeródromo. Os mísseis Tomahawk danificaram seriamente a infraestrutura terrestre e ambas as pistas. Além disso, foram atingidos reservatórios com combustível. Essa informação foi confirmada por um funcionário do aeródromo.

    "No total morreram 7 pessoas, cinco deles são militares, dois são civis da povoação Shayrat situada perto do aeródromo. Agora estão sendo calculados os danos causados, continuam os trabalhos na infraestrutura. Esperamos que o aeródromo recomece seu funcionamento em breve", comunicou o governador de Homs Talal al-Barazi.

    No aeródromo se baseavam duas esquadrilhas de bombardeiros da Aviação Síria. Além disso, em março e abril aqui esteve temporariamente estacionado um pequeno grupo de helicópteros russos Mi-28N, Ka-52, Mi-8 e Mi-24P. No momento do ataque não havia equipamento militar russo.

    Shayrat era considerado como um objeto bastante bem protegido. Desde o início da guerra que ele praticamente não era atacado, os militantes não conseguiam se aproximar o suficiente.

    "Hoje em dia, a aviação síria pode utilizar cerca de 8-10 aeródromos nos territórios controlados por Damasco. Hoje um deles foi destruído. Isso significa que a atividade das outras bases aumentará significativamente, incluindo a de Hmeymim, onde está posicionada a nossa aviação. Segundo dados recentes, pelo menos 15 caças foram destruídos no aeródromo de Shayrat", comunicou à Sputnik o chefe do Centro da Previsão Militar Anatoly Tsyganok, acrescentando que após isso os pilotos terão uma maior sobrecarga de trabalho e os terroristas tentarão tirar proveito dessa situação.

    Várias horas após o ataque, o Daesh e a Frente al-Nusra começaram uma ofensiva na parte oriental da província de Homs perto de Shayrat, comunicou o representante oficial do ministério da Defesa Igor Konashenkov. Segundo o portal Al-Masdar, os terroristas começaram o assalto dos postos de controle do exército nacional da Síria perto da cidade estratégica de Al Furkala. Os militares conseguiram repelir o ataque. Mas é evidente que os militantes não se irão limitar a esta tentativa.

    Grandes ofensivas contra os aeródromos logo após os ataques aéreos das forças da coalizão já tinham ocorrido antes. Em 17 de setembro, aviões F-16 e A-10 da Força Aérea dos EUA atacaram as posições dos militares sírios perto da base aérea de Deir ez-Zor. Como resultado morreram 62 militares. O Pentágono classificou as ações dos seus pilotos como um engano. Mas um dia depois disso os militantes conseguiram conquistar posições estratégicas na área.

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