06:14 26 Setembro 2017
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    Carros blindados e civis na parte oriental de Mossul

    'Tragédias de Mossul são claramente abafadas pela mídia internacional'

    © AFP 2017/ Dimitar Dilkoff
    Oriente Médio e África
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    A mídia ocidental se refere àquilo que se está passando na cidade iraquiana de Mossul, onde civis morreram na sequência de ataques aéreos efetuados pela coalizão internacional, com uma “tranquilidade surpreendente” em comparação com a cobertura da operação em Aleppo, afirmou a Representação Permanente da Rússia na ONU.

    "Infelizmente, em muitas mídias ocidentais o tema da operação antiterrorista em Mossul é coberta de forma muito mais tranquila se compararmos com a histeria criada em relação à libertação do Leste de Aleppo no fim do ano passado. As tragédias diárias em Mossul são claramente abafadas pela mídia internacional e pelas organizações não governamentais", diz um comunicado da missão diplomática russa.

    Foi referido que, levando em conta a presença de até 600 mil pessoas em Mossul ocidental, "a escala daquilo que está acontecendo é várias vezes mais catastrófica de que os acontecimentos em Aleppo". "Apelamos a que se abdique dos padrões duplos e que se cubra de forma objetiva a situação em Mossul, na Síria, ou onde quer que seja", destacou a Representação Permanente da Rússia na ONU.

    "Tomando em conta os novos relatos sobre mortes entre a população civil em resultado de ataques aéreos da coalizão interacional, a situação em Mossul provoca uma grande preocupação", diz o documento.

    Na semana passada, a coalizão internacional, que luta contra o agrupamento terrorista Daesh e é encabeçada pelos EUA, começou a investigação das informações sobre vítimas civis na sequência de ataques aéreos realizados em 17 de março na região de Mossul ocidental.

    Porém, a assessoria de imprensa da coalizão não chegou a confirmar abertamente à mídia o fato da morte de civis. Mais cedo, o canal curdo iraquiano Rudaw comunicou que os ataques aéreos no bairro Bab al Jadid tinham levado a vida de até 200 pessoas, sendo que muitas delas eram civis.

    Além disso, a Representação Permanente da Rússia na ONU destacou que "no decorrer da operação no Leste de Aleppo foi realizada uma iniciativa que permitiu salvar muitas vidas", ou seja, "foi organizado um corredor de saída para todos os militantes, inclusive aqueles que pertenciam aos agrupamentos terroristas".

    "Em resultado disso, foi possível diminuir a necessidade de uso da força armada para libertar esta parte da cidade. Isso foi feito para salvar a população civil. Esperamos que uma abordagem tão correta, cautelosa e responsável seja aplicada também nas ações da coalizão em Mossul", resume o comunicado.

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    Tags:
    civis, baixas, operação, terrorismo, Guerra Civil Síria, ONU, Iraque, Síria, Aleppo, Mossul
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