07:11 16 Dezembro 2017
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    A vista dos restos do Arco do Triunfo, também chamado de Arco Monumental de Palmira, que foi destruído pelos jihadistas do Daesh em outubro de 2015 na antiga cidade síria de Palmira

    Imortalidade de Palmira: ofensiva rápida e salvação da pérola do deserto

    © AFP 2017/ Maher AL MOUNES
    Oriente Médio e África
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    Palmira novamente reconquistada (23)
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    No dia 2 de março, o exército sírio, combatentes da milícia popular e a Força Aeroespacial, pela segunda vez, libertaram Palmira do Daesh, grupo terrorista proibido na Rússia e em muitos outros países.

    Um correspondente da Sputnik foi um dos primeiros a entrar com o exército na parte histórica da cidade para registrar as últimas destruições dos monumentos culturais e testemunhar a rápida operação de tropas do governo na invasão da pérola do deserto sírio.

    Boas notícias do deserto

    Na noite de 1º de março, começaram a vir de Palmira boas notícias sobre o sucesso do exército. Depois que o exército desalojou os terroristas do Daesh de pontos estratégicos, pânico foi tomado pelos radicais. Uma hora mais tarde, testemunhos começaram a relatar a libertação da antiga cidadela que se ergue sobre a pequena, mas mundialmente famosa cidade síria.

    Durante a noite, é perigoso viajar pelo deserto, por isso, foi decidido fazer a viagem de manhã.

    Após o reabastecimento de máquinas e enchimento de todas as possíveis latas de combustível, só é preciso conseguir chegar a tempo ao momento da libertação.

    Aventuras de estrada

    Levar os galões foi uma ótima decisão. Devido à crise na Síria, postos de gasolina entre as cidades não funcionam. Os terroristas a cada oportunidade explodem refinarias e fábricas de reciclagem de gás, o que só agrava a situação com combustível e eletricidade no país. Ajudam, no entanto, estados aliados da Síria.

    Nos arredores de Palmira, é visível a voracidade das lutas que aconteceram na região. A estrada é repleta de buracos causados pela explosão de minas, perto das estradas — aparelhos mutilados dos terroristas e casas de argila destruídas como no filme de Aladim.

    A compreensão de que se trata de uma guerra é reforçada por causa dos fachos de gasoduto no horizonte, que foram explodidos pelos terroristas durante a fuga deles há duas semanas, e pela completa ausência de comunicação.

    Ressuscitação antes da tempestade

    A falta de pessoas ao longo do caminho é também compreensível. Na frente de Palmira há um pequeno "engarrafamento" — militares sírios transportam equipamentos e caminhões com soldados e munições para a cidade.

    Ouve-se quão ativamente funcionam artilharia, helicópteros e metralhadoras, e os arredores da parte alta da cidade estão cobertos por fumaça escura.

    "Recebemos a informação que a cidade antiga acaba de ser limpa. Sugiro ir pra lá com os militares e ver com meus próprios olhos", diz um colega russo encontrado por ocaso perto da entrada.

    Em cinco minutos já estamos no quarteirão dos hotéis, da esquina se pode ver ruínas antigas, mas o barulho das forças de batalha nos faz parar atrás de uma das paredes intatas do complexo do hotel.

    Vemos dois carros passando — talvez com oficiais sírios que, supostamente, conhecem o caminho. Seguimos.

    Vitória com lágrimas nos olhos

    Colunas e edifícios antigos, à primeira vista, não foram afetados desde o ano passado.

    Um grupo de soldados para todos com um gesto e depois dão ordem que prossigam.

    Terroristas explodiram o palco, de modo que os grandes pedaços de suas pedras fundamentais estão espalhados por toda a área interna do anfiteatro.

    "Um ano atrás, eu estava sentado ali ouvindo a banda, você provavelmente estava aqui também, naquele dia memorável. Sentado aqui hoje, parece uma vitória com lágrimas nos olhos", disse um responsável do grupo, passando a mão por uma ruína. E as suas palavras o forçaram lembrar aquelas melodias que soaram sobre Palmira no dia da apresentação da orquestra sob a direção de Valery Gergiev.

    Os combates pouco a pouco diminuíram. Em algum lugar na periferia no norte da cidade, dá para ouvir alguns disparos e o trabalho calmo da artilharia além das áreas residenciais, aparentemente, estão eliminando colunas de terroristas que fugiram na direção de Deir ez-Zor.

    "Depois de que o inimigo foi eliminado de Cabo Al-Tar e a cordilheira no sudoeste de Palmira, o exército e a milícia passaram para fase final de libertação, a conclusão levou menos de 24 horas", sorrindo, continua a conversa o oficial sírio.

    Monumentos históricos

    Talvez o rápido ataque do Exército Livre sírio tenha salvado os monumentos restantes da UNESCO. Os terroristas fugiram, sem conseguir realizar o seu plano terrível, o que significa que os amantes da história terão outra chance de caminhar ao longo da pérola do deserto sírio.

    No final de dezembro de 2016, o exército sírio foi forçado a deixar Palmira depois de uma ofensiva em grande escala sobre a cidade, realizada pelos terroristas do Daesh. De acordo com relatos da mídia, os militantes destruíram o mundialmente famoso Tetrapylon antigo em Palmira, que consistia em quatro bases de pedra maciça.

    As ruínas antigas de Palmira são um dos seis locais do Patrimônio Mundial da UNESCO na Síria. A cidade é um dos centros mais ricos da antiga civilização. Após o primeiro ataque dos militantes do Daesh, há quase dois anos, a antiga cidadela de Palmira sobreviveu 80%. Os terroristas destruíram importantes edifícios antigos como o templo de Bel e Baal Shamin, o Arco do Triunfo e colunas no vale das tumbas. Das mãos dos terroristas sofreram também o edifício da Cidadela de Salah ad-Din e o Museu Nacional.

    Castelo de Palmira (no fundo da foto)
    © AP Photo/ Ron Van Oers
    Castelo de Palmira (no fundo da foto)
    Tema:
    Palmira novamente reconquistada (23)

    Mais:

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    Tags:
    patrimônio mundial, monumentos históricos, terroristas, terrorismo islâmico, libertação, UNESCO, Daesh, Síria, Palmira
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