00:54 08 Abril 2020
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    O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, elogiou de "bom soldado" o militar, que foi condenado por ter assassinado um palestino já ferido e desarmado após o mesmo ter atacado israelenses.

    Ao comentar o processo que tem dividido a sociedade israelense, o ministro disse que o Ministério da Defesa e do Exército devem apoiar o soldado condenado por homicídio não premeditado.

    "Agora, depois do pronunciamento da sentença de Elor Azaria, todas as partes devem se esforçar para encerrar o caso definitivamente. Como já disse anteriormente, mesmo aqueles que não gostam do veredito, são obrigados a respeitar o Tribunal", disse Lieberman, que antes de assumir o cargo no Ministério da Defesa, organizou ações em prol do militar.

    "O Ministério da Defesa e as Forças de Defesa de Israel devem apoiar o soldado e a sua família. Estamos falando sobre um excelente militar e um terrorista, que veio para matar judeus. Todos devem levar isso em consideração", acrescentou.

    O incidente ocorreu em março do ano passado na costa ocidental do rio Jordão e foi filmado. O vídeo mostra o momento em que Azaria disparou no palestino, que atacou soldados israelenses com uma faca. Além disso, o homem já tinha sido desarmado e estava deitado no chão.

    O artigo sobre homicídio, pelo que foi julgado o militar, previu até 20 anos de prisão. A acusação pediu de três a cinco anos de prisão para Azaria.

    Apesar da brandura da sentença, os advogados de Azaria consideram apelar, já os representantes dos campos jurídicos de Israel cogitam perdoá-lo, ou seja, clemência.

    Os palestinos não reconhecem o veredito e prometeram recorrer ao Tribunal Penal Internacional.

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    Tags:
    tribunal internacional, terrorista, sentença, soldado, homicídio, tribunal, Ministério das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, o rio Jordão, Palestina, Israel
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