04:01 20 Outubro 2019
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    Um soldado russo se aproxima de um veículo militar no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016

    Diplomata russo: 'histeria' antirrussa quanto à situação em Aleppo é desnecessária

    © REUTERS / Omar Sanadiki
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    O embaixador russo na Bélgica disse que a reação da mídia ao envolvimento da Rússia na libertação da cidade síria de Aleppo, antes dividida entre as forças governamentais e militantes islamistas, reflete a pressão permanente exercida sobre Moscou. Segundo ele, tal reação é desnecessária.

    A declaração foi feita pelo embaixador russo na Bélgica, Aleksandr Tokovinin, em entrevista à Sputnik Internacional na quinta-feira (12).

    "Quanto à histeria antirrussa, aumentada devido à situação em Aleppo, em minha opinião, é evidente que a pressão exercida sobre a Rússia não tem futuro algum, mas, infelizmente, tal política vem sendo posta em prática já há alguns anos", afirma Tokovinin.

    Ele adicionou que a mídia, às vezes, refere-se a grupos militares que estão lutando na Síria como "rebeldes corajosos", mas quando membros de tais grupos realizam atentados terroristas na Europa, a mesma os declara terroristas.

    "Hoje, o objetivo principal no Oriente Médio é a luta contra o terrorismo, grupos armados extremistas são ameaça para todos — para… países do Oriente Médio, Europa, EUA, Rússia, bem como para todos os países do mundo. A ameaça é real. Por isso é necessário unir esforços contra os [grupos armados extremistas]", destaca o embaixador.

    Protestos organizados durante a Primavera Árabe na Síria em 2001 resultaram em confrontos entre forças governamentais e oposição. Desde então, o país do Oriente Médio se encontra atolado em uma guerra entre as autoridades de Damasco, numerosos grupos de oposição e terroristas, especialmente do Daesh e da Frente al-Nusra (organizações terroristas proibidas em muitos outros países, inclusive na Rússia). A comunidade internacional, incluindo a Rússia, tomou medidas para resolver o conflito.

    A Rússia continua exercendo todos os esforços possíveis para ajudar as partes de oposição da Síria, país devastado pela guerra, a atingir o acordo de paz, sublinha o embaixador da Federação da Rússia na Bélgica.

    "Nós estamos fazendo todo o possível e vamos continuar fazendo para promover tal dialogo e levar as partes opostas na Síria ao acordo mútuo. Pois o futuro da Síria poderá ser determinado somente por sírios. Isso significa que a luta contra grupos terroristas continuará", frisou.

    O primeiro passo rumo à paz na Síria foi dado em 2015 quando o Conselho de Segurança da ONU autorizou a resolução 2254. Ela foi autorizada em dezembro de 2015 e inclui uma série de iniciativas para resolução do conflito na Síria. Os acordos internacionais assinados têm em sua composição o Comunicado de Genebra e declarações de Viena pelo Grupo Internacional de apoio à Síria (the Vienna Statements by the International Syria Support Group, ISSG).

    "Quando o assunto é Síria, o objetivo principal é manter sua integridade, independência e soberania com caráter multiconfessional e secular que assegurará os direitos e as oportunidades igualitárias a todos os cidadãos. Para que isso aconteça, o governo e a oposição devem negociar e dialogar", sugeriu.

    As primeiras negociações de paz na Síria começaram em janeiro na capital do Cazaquistão, Astana, após o último acordo russo-turco de 2016.  As negociações começarão após a resolução russo-turca do cessar-fogo, autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU. O cessar-fogo completo entre as tropas governamentais da Síria e alguns grupos de oposição está em vigor. As negociações em Astana serão realizadas após a autorização da ONU em Genebra em fevereiro deste ano.

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    Tags:
    oposição síria, resolução pacífica, conflito sírio, combate ao terrorismo, esforços, mídia ocidental, embaixador russo, Exército Sírio, Conselho de Segurança da ONU, Frente al-Nusra, Daesh, Donald Trump, Bélgica, Europa, Aleppo, Síria, Oriente Médio, EUA, Rússia
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