19:17 25 Setembro 2017
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    Vista da costa da Crimeia

    Especialista: Irã respira tranquilo após reunificação da Crimeia com Rússia

    © Sputnik/ Vasily Batanov
    Oriente Médio e África
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    Embora o Irã não tenha reconhecido oficialmente a Crimeia como parte da Rússia, vários analistas iranianos acreditam que, geologicamente falando, a Crimeia é garantia de estabilidade, tanto na região do mar Negro, como na Europa Oriental.

    Em entrevista à Sputnik Persa, o especialista em relações internacionais Mohammad Baram Meshgini opinou que a Crimeia, sendo parte da Rússia, desempenhará um papel de uma zona tampão que separa os EUA e seus aliados da ampliação de influência na Ásia Ocidental e no Cáucaso e exerce uma influência positiva sobre a política da Rússia no Oriente Médio.

    Eis o que Meshgini revelou:

    "A Crimeia é importante para Rússia por várias razões. Uma delas é por sua posição geográfica que permite ter mais oportunidades nos mar Negro e Cáspio e facilita o acesso à região do Cáucaso do Norte."

    "Hoje a Crimeia faz parte da Rússia. A opinião de países como Irã, Índia e China que representam uma força poderosa do bloco oriental, não pode ser ignorada", acredita Meshgini.

    Segundo ele, apesar de terem vários objetivos, todos os países acima mencionados "resistem ao reforço da influência do bloco ocidental, chefiado pelos EUA e por alguns países europeus".

    Alguns momentos históricos para um bom entendimento. Em 1828, o Império Russo e Persa assinaram o Tratado de Turkmanchay. Segundo o documento, o território da Crimeia pertence à Rússia. Há quem diga que esse acordo deixou de existir há muito tempo. Mas na realidade, suas cláusulas ainda continuam vigorando até os dias de hoje. 

    Na opinião de Meshgini, a situação em torno da Crimeia tem influência positiva para as políticas russas realizadas no Oriente Médio, permitindo reforçar o combate ao terrorismo nessa região e enfraquecer a Ucrânia que vende armas aos terroristas por intermédio da Arábia Saudita.

    Para realizar esses objetivos, é necessário o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia, frisa o especialista iraniano.

    Ao mesmo tempo, Meshgini antecipa que o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia enfrentará resistência por parte dos EUA e do novo presidente Donald Trump. No entanto, segundo ele, a opinião dos EUA não deve ser levada em consideração pelos residentes da Crimeia.

    Meshgini revela que existem dois modelos de construção de civilizações. A primeira prioriza o acúmulo da experiência que ajuda nessa construção, enquanto a segunda coloca em primeiro lugar a criação da civilização cuja experiência se acumula posteriormente. Esses modelos definem a dinâmica do desenvolvimento das civilizações.

    "O fato de que a Crimeia se tornou independente da Ucrânia e se juntou à Rússia é um exemplo da construção da civilização conforme o segundo modelo. As pessoas, que vivem nessa região, vão se definir de maneira diferente e isso fortalecerá consideravelmente os países do bloco oriental", conclui o especialista.

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    Tags:
    experiência, reconhecimento, reunificação, influência, Donald Trump, Arábia Saudita, China, Índia, EUA, Irã, Rússia, Crimeia
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