10:05 17 Dezembro 2017
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    Kremlin: Ancara é responsável pela segurança dos diplomatas russos na Turquia

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    O porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov afirmou na terça-feira (20) que Ancara é responsável pela segurança dos diplomatas russos que trabalham na Turquia e que Vladimir Putin ordenou obter garantias de tal segurança.

    "De acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, a parte receptora é responsável pela segurança das representações diplomáticas estrangeiras em seu território", informou Peskov aos jornalistas.

    "É por isso que ontem à noite o presidente [da Rússia, Vladimir Putin] falou da necessidade de obter garantias dos nossos parceiros turcos quanto à segurança da nossa Embaixada e dos nossos Consulados Gerais que lá funcionam", destacou o porta-voz do presidente russo.

    De acordo com Peskov, Moscou está tomando todas as medidas necessárias a fim de garantir segurança das suas representações diplomáticas, estando sendo tomadas em conta todas as ameaças potenciais, inclusive no contexto dos eventos na Síria.

    "De fato, essa é uma provocação que persegue o objetivo de destruir as relações entre os dois países. E, neste caso, a única coisa razoável que estes dois países podem fazer, isto é, o nosso país e a Turquia, perante tal provocação — é se aproximarem e se tornarem mais eficazes na cooperação contra aqueles que estão por trás dessa provocação", sublinhou o diplomata russo.

    Peskov destacou que o assassinato do embaixador russo Andrei Karlov em Ancara não afetará as negociações internacionais sobre a solução da crise síria.

    "Este assassinato teve precisamente por objetivo, entre outros, fazer fracassar os esforços de regularização da situação na Síria. Isso [o assassinato do embaixador] não afetará de maneira alguma esse processo", disse Peskov.

    Falando sobre a relação entre o processo de negociações em Astana, no Cazaquistão, e o formato de Genebra, Peskov frisou que esses planos "não contradizem os outros processos de negociação".

    Ao mesmo tempo Peskov frisou que as palavras do novo presidente dos EUA Donald Trump vão de encontro ao que Putin tem reiterado há já muitos anos:

    "Isso é próximo do que Putin tem falado durante muitos anos. Há 16 ou 17 anos Putin tem reiterado a necessidade da cooperação internacional na luta contra esse desafio mais perigoso do nosso milénio", ressalta Peskov.

    O porta-voz do presidente enfatizou que nenhum país, nem mesmo o mais poderoso, é capaz de combater o terrorismo com eficiência sozinho, "só é possível fazer isso em conjunto".

    "Claro que a situação está sendo analisada constantemente em várias partes do mundo, em vários países. Sem dúvida, há países onde tal ameaça pode ser mais imediata, em outros – menos imediata. Com base nessa análise estão sendo tomadas as medidas necessárias", assinalou o porta-voz do presidente russo.

    Peskov informou que, até o momento, o Kremlin não pode anunciar o nome do sucessor do embaixador russo na Turquia.

    "Acho inoportuna essa pergunta", respondeu Peskov aos jornalistas.

    Ao mesmo tempo, o Peskov anunciou que o grupo de investigadores russos chegou a Ancara para investigar as circunstâncias do assassinato do embaixador.

    Na véspera os presidentes da Rússia e da Turquia concordaram que a investigação do atentado será feita por especialistas dos dois países, destacou Peskov.

    Na segunda-feira (19) o embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, foi alvo de um ataque armado. O diplomata estava realizando um discurso durante a abertura de uma exposição em uma galeria de arte local. Segundo as testemunhas, o terrorista, vestido de terno e gravata, entrou na sala e foi confundido com a segurança do embaixador. O assassino de Andrei Karlov foi morto durante o confronto com a polícia. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou o ataque de atentado terrorista.

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    Tags:
    terrorismo, negociações, embaixador, morte, assassinato, Embaixada da Rússia, Donald Trump, Dmitry Peskov, Vladimir Putin, Andrei Karlov, Síria, Ancara, Turquia, Rússia
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