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    Resultado de bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen - Sanaa, 8 de outubro de 2016.

    EUA reduzem venda de armas à Arábia Saudita, mas mantêm status quo

    © AP Photo / Osamah Abdulrhman
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    A decisão de Washington de reduzir a venda de armas aos sauditas não passa de uma manobra "poética", disse em entrevista à Sputnik Internacional Andrew Smith, porta-voz da Campanha contra Comércio de Armas.

    Andrew Smith, porta-voz da Campanha contra Comércio de Armas, organização não governamental com sede no Reino Unido,disse em entrevista à Sputnik que está demasiado otimista quanto à interrupção de venda de armas à Arábia Saudita pelos EUA.

    A entrevista veio junto com os relatos sobre o cancelamento da venda de armas pelos EUA à Arábia Saudita em resposta às vítimas dos ataques aéreos do Reino Unido contra o Iêmen. Na semana passada, a administração de Obama expressou preocupações relacionadas aos "erros" da realização de ataques aéreos pela Arábia Saudita no Iêmen, responsáveis pela morte de civis.

    Em outubro, mais de 140 pessoas foram mortas durante ataque a um funeral no país. A coalização liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen na luta contra a oposição de houthis, foi supostamente responsável pelo ataque devastador.

    Consequências do ataque em Sanaa, Iêmen, 8 de outubro de 2016
    Consequências do ataque em Sanaa, Iêmen, 8 de outubro de 2016

    Depois do incidente, a Casa Branca avisou a Arábia Saudita de que a cooperação de segurança dos EUA não é "cheque em branco". Armamentos de precisão não irão mais ser fornecidos para a Arábia Saudita, informou a BBC, citando um oficial desconhecido do Pentágono.

    Enquanto algumas vendas foram supostamente reduzidas, os EUA afirmaram que vão continuar fornecendo inteligência para a Arábia Saudita, a fim de promover a segurança nas fronteiras. Além disso, espera-se que sejam realizados treinamentos para os pilotos da campanha aérea, liderada pela Arábia Saudita, para impedir casualidades com civis sempre que possível, acrescentou o oficial.

    Com relação ao assunto, Andrew Smith disse que a decisão dos UEA de reduzir a venda de armas à Arábia Saudita é "poeticamente importante", mas ela não irá mudar a política de venda de armas de Washington para a Arábia Saudita.

    Smith destacou que a posição do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e a sua posse poderiam "mudar completamente a situação para melhor".

    "De qualquer forma, a decisão de Washington de reduzir a venda de armas à Arábia Saudita não será responsável por mudanças significativas na política exterior do país", repetiu.

    Em agosto, o Departamento de Direitos Humanos da ONU comunicou que pelo menos 60% dos 3.800 civis mortos, desde o início do conflito em março de 2015, perderam suas vidas nas mãos dos militares da coalização liderada pela Arábia Saudita.

    No mês passado, o coordenador humanitário da ONU, Stephen O'Brien, declarou, durante conferência do Conselho de Segurança, que o Iêmen estava "a um passo da miséria".

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    Tags:
    venda de armas, ataques aéreos, civis, redução, vítimas, direitos humanos, Conselho de Segurança da ONU, ONU, Iêmen, Arábia Saudita, Reino Unido, EUA
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