15:30 14 Outubro 2019
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    Palmira

    Por que Daesh decidiu recapturar Palmira?

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    O ataque do Daesh contra a antiga cidade síria de Palmira foi realizado devido a razões de propaganda e também reflete o desejo dos terroristas para que as forças do governo sírio se retirem de Aleppo, disseram especialistas à RIA Novosti.

    Em entrevista à RIA Novosti, especialistas sugeriram que a ofensiva do Daesh contra a cidade síria de Palmira foi lançada para forçar as tropas do governo a retirarem da cidade e para estimular o moral dos jihadistas na sequência das suas derrotas recentes.

    Os especialistas comentaram enquanto eram recebidos relatos sobre a reconquista de Palmira pelos terroristas do Daesh, horas após terem sido repelidos pela Força Aeroespacial russa.

    O Centro para a Reconciliação na Síria russo afirmou que mais de 4.000 militantes do Daesh se reagruparam e tentaram recuperar Palmira que tinha sido libertada de jihadistas antes neste ano.

    Um soldado do exército sírio a 7 km de Palmira (foto de arquivo)
    © Sputnik / Mikhail Voskresensky
    Um soldado do exército sírio a 7 km de Palmira (foto de arquivo)

    Boris Dolgov, do Instituto dos Estudos Orientalistas baseado em Moscou, descreveu o ataque do Daesh contra Palmira como "uma manobra de diversão para distrair as tropas governamentais de Aleppo, onde elas estão realizando operações militares bem-sucedidas".

    Outro facto é que Palmira está localizada perto de um cruzamento de vias que levam a diferentes regiões da Síria e que os campos petrolíferos também se situam perto dessa cidade antiga, segundo disse Dolgov.

    "Além disso, o ataque do Daesh contra Palmira tem um efeito de propaganda significativo. O ataque foi realizado para estimular o moral dos terroristas do Daesh e seus grupos afiliados e para mostrar que eles ainda são capazes de avançar", indicou.

    Sergei Demidenko, da Academia Presidencial de Economia Nacional e Administração Pública, repetiu as mesmas ideias, indicando que o ataque do Deash contra Palmira teve um efeito de Propaganda.

    "Quanto a Palmira, ela é uma cidade que tem sobretudo um valor arqueológico em vez de estratégico ou econômico", disse Demidenko se referindo ao ruído propagandístico em relação à recaptura de Palmira.

    Entretanto, o governador de Homs, Talal Barazi, anunciou que as forças governamentais da Síria conseguiram evacuar cerca de 80 por cento da população de Palmira e que o destino dos que ainda ficaram na cidade é um motivo de preocupação.

    Ele notou que o Exército da Síria se está reagrupando rapidamente com os seus aliados, sugerindo que é possível uma retoma do controle de Palmira no futuro próximo.

    Soldados do Exército Árabe Sírio e da milícia Falcões do Deserto durante batalha pela reconquista de Palmira (arquivo)
    © Sputnik / Mikhail Voskresenskiy
    Soldados do Exército Árabe Sírio e da milícia Falcões do Deserto durante batalha pela reconquista de Palmira (arquivo)

    Exército Árabe da Síria, apoiado pela Força Aeroespacial russa, libertou Palmira em março de 2016, após quase um ano desde sua captura pelo Daesh [organização proibida em muitos países, incluindo a Rússia] em março de 2015.

    Durante a invasão, os militantes destruíram grande número de objetos antigos, incluindo uma necrópole, o Arco do Triunfo, bem como o Templo de Baal-Shamin e o Templo de Bel.

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    combate ao terrorismo, cidade antiga, grupo terrorista, reconquista, ataque terrorista, jihadistas, invasão, propaganda, Exército Árabe Sírio, Força Aeroespacial da Rússia, Daesh, Talal Barazi, Boris Dolgov, Palmira, Alepo, Síria
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