23:00 14 Novembro 2019
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    Cartazes com o retrato do presidente sírio, Bashar Assad, junto ao centro de autotreinamento perto de Damasco

    Jornal Politico revela por que Assad está vencendo na Síria

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    Um dos fatores-chave que garantiu o apoio da maioria significativa da população ao presidente sírio, Bashar Assad, ao longo da guerra civil, foi a sua competente política interna, diz o correspondente do jornal Politico, Barack Barfi, que visitou Aleppo.

    O autor frisa as diferenças entre a abordagem de Bashar Assad e a do líder líbio Muammar Kadhafi, em relação às relações com os habitantes dos territórios invadidos. Em 2011, quando Kadhafi perdeu o controlo da parte Leste do país, o líder cortou qualquer tipo de acesso aos bens de civilização para os habitantes das respectivas regiões, cessando o funcionamento dos operadores de telefonia e de todos os serviços governamentais. O autor afirma: Assad escolheu outro caminho.

    A abordagem do líder sírio tem visado conquistar a simpatia de várias camadas da população, diz Barfi. A maior parte dos civis, mesmo daqueles que viveram nos territórios não controlados pelo governo, tem recebido salários e tido acesso à agua e eletricidade.

    Foi por esta razão que o governo conseguiu garantir o apoio das camadas mais desfavorecidas e até marginais da Síria. Os empresários, por sua vez, manifestaram seu apoio a Assad pelo fato da eventual vitória de rebeldes ameaçar seus negócios e lucros.

    Já nas regiões ocupadas, as usinas têm sido destruídas, todo o equipamento de qualquer valor tem sido transferido para a Turquia, onde é comprado pelos empresários locais a preços de dumping [inferiores ao preço de custo].

    É evidente que, segundo diz o autor, os aliados do Exército sírio — curdos, milícias xiitas apoiadas pelo Irã, agrupamento Hezbollah, claro, a Força Aeroespacial russa — desempenham um papel significativo nos sucessos de Assad.

    Entretanto, também não se pode negar que o governo sírio fez tudo o possível para preservar ao menos uma aparência de estabilidade para a maior parte da população do país, destaca o jornalista do Politico.

    Ao longo do conflito sírio que começou em 2011, as tropas do governo apoiadas pela Rússia (a partir de 2015) resistem a vários grupos armados. Considera-se que os agrupamentos mais ativos são o Daesh e a Frente al-Nusra (que mudou de nome para a Frente Fatah al-Sham). O conflito já trouxe mais de 300 mil vítimas, sendo que metade da população síria (21 milhões) foi obrigada a deixar suas casas.

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    Tags:
    radicais, militantes, libertação, Guerra Civil Síria, Exército Árabe Sírio, Força Aeroespacial da Rússia, Frente al-Nusra, Muammar Kadhafi, Bashar Assad, Líbia, Síria, Rússia
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