18:44 16 Dezembro 2017
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    Yezidis libertados (arquivo)

    Concubina yazidi mais cara do Daesh conta história tenebrosa do seu cativeiro

    © REUTERS/ Rodi Said
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    Zeynab, uma das prisioneiras e concubinas de origem yazidi escravizadas pelo Daesh compartilhou com a Spuntik os detalhes de seu cativeiro.

    Zeynab, juntamente com outras yazidi, foi sequestrada em 2014 por extremistas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) depois de estes tomarem a sua cidade natal, no oeste da província de Ninive, no Iraque. O terrorista que a mantinha no cativeiro submeteu Zeynab a torturas físicas e escravidão sexual.

    "Venderam-me ao extremista Abu Jaafar, cuja mulher me batia frequentemente porque eu achava que eu queria roubar-lhe o marido", disse ela, acrescentando que "nem sequer se dava conta de que era uma vítima escravizada".

    Zeynab detalhou que as mulheres do Daesh se comportam pior do que os homens, maltratando e até mesmo envenenado as concubinas e seus filhos: "Uma terrorista pendurou uma menina de dois anos na janela da casa".

    Depois, prosseguiu Zeynab, foi revendida a um preço de 13 mil dólares a outro grupo de terroristas. O preço foi tão alto, segundo disse, porque ela falava árabe, recitava o Alcorão e sabia cuidar bem da casa.

    Seus novos "donos" não abusaram sexualmente dela porque, durante a estadia na casa de Abu Jafaar, ela sofreu um trauma psicológico e doenças no sistema reprodutivo. Isso assustou os novos donos.

    "Conheci uma menina que não conseguiu suportar todas as torturas e se matou com um tiro de pistola do terrorista que a escravizou", disse Zeynab.

    Além disso, ela contou outra história assustadora de uma jovem de 20 anos, que se suicidou depois que os extremistas lhe mostraram um vídeo onde ela estava drogada e desonrada.

    Khoder Khallat, ativista yazidi comentou à Sputnik Árabe, citando uma fonte anônima das Forças Armadas do Iraque, que o exército libertou algumas mulheres do cativeiro sexual na área de Gogjali, no leste de Mossul, após ter entrado na cidade.

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    Tags:
    escravidão sexual, yazidis, Daesh, Mossul, Iraque
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