01:51 27 Outubro 2021
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    Esta segunda-feira (31) marca exatamente um ano após o dia trágico em que no céu sobre a península de Sinai foi derrubado um avião russo A321.

    Tirando as vidas de pessoas inocentes, o atentado visava minar as relações bilaterais entre o Egito e a Rússia.

    Comentando a data da catástrofe à Sputnik Árabe, o deputado do parlamento do Egito Sami Al-Mushad declarou que, por meio do atentado contra o avião russo, os terroristas declararam guerra ao próprio Egito. Segundo ele, o ataque tinha dois alvos: destruir o turismo no país árabe, uma das bases da economia egípcia, e minar relações com a Rússia.

    "Os terroristas conseguiram atingir o primeiro alvo — o turismo egípcio sofreu fortes danos. Mas os terroristas não conseguiram deteriorar as relações bilaterais históricas entre os dois países. Assim, os acontecimentos que se seguiram à tragédia provaram que as relações entre o Cairo e Moscou sempre foram e continuam sendo estáveis e fortes, e que a cooperação ao mais alto nível não cessou", sublinhou Al-Mushad.

    Segundo o entrevistado, as medidas de segurança que estão sendo tomadas pelas autoridades do Egito correspondem aos regulamentos e normais mundiais.

    "O lado russo pode ficar tranquilo pelo restabelecimento da comunicação aérea entre os nossos países porque esta questão primeiramente é política. E a Rússia compreende que o incidente foi cuidadosamente planejado e não foi um atentado comum," declarou.

    Outro especialista entrevistado pela Sputnik —  Mahmud Badr, deputado do bloco político Suporte ao Egito, o maior no parlamento do país — acha que a aproximação cuidadosa do lado russo relativamente ao restabelecimento da comunicação aérea é compreensível e justificada.

    Mahmud Badr também destacou que terrorismo existe em todos os países do mundo e mesmo os europeus são afetados por ele. Mas, segundo o entrevistado, a situação atual no Egito é muito diferente — o exército do país e a polícia garantem a segurança:

    "No nosso país foram liquidadas quase todas as células terroristas, inclusive as inativas, e as vias do seu financiamento foram bloqueadas". 

    Ao mesmo tempo Akhmed Audhy, um membro do Comitê da Defesa e Segurança Nacional no parlamento do Egito, acha que aviões derrubados, o russo A321 e o egípcio A320 (proveniente da França, caiu no mar Mediterrâneo em 19 de maio de 2016), fizeram o Egito aumentar drasticamente as medidas de segurança nos aeroportos.

    "Várias delegações da Rússia e Europa vieram cá para verificar que nós realmente implementámos todas as medidas de segurança nos aeroportos. Todos delas confirmaram que, com os novos métodos, no Egito é impossível transportar objetos proibidos e que segurança de passageiros está sendo garantida no mais alto nível".

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    Tags:
    Rússia, Egito, terrorismo, tragédia, A321
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