06:35 18 Agosto 2019
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    O ministro russo, Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, e ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, participam de uma entrevista coletiva em Moscou, Rússia, 28 de outubro de 2016.

    Chefes das Relações Exteriores russo, sírio e iraniano participam de entrevista coletiva

    © REUTERS / Sergei Karpukhin
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    O chanceler russo Sergei Lavrov e seus homólogos iraniano e sírio, Javad Zarif e Walid Muallem, comentaram a situação na Síria durante uma entrevista coletiva em Moscou.

    Ministro das Relações Exteriores da Rússia sobre a situação na Síria

    O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que a luta contra o terrorismo deve continuar e que as partes em conflito devem voltar à reconciliação pacífica.

    Lavrov reiterou que Moscou e Teerã apoiam a soberania da Síria, o combate ao terrorismo e a restauração da economia do país. Moscou, Teerã e Damasco concordam que não tem alternativas à solução pacífica do conflito sírio.

    Ele disse que nem os aviões de guerra russos, nem os sírios travaram operações em Aleppo por dez dias.

    Lavrov destacou que a Rússia espera que a pausa humanitária em Aleppo seja usada pelos Estados Unidos para separar os terroristas dos rebeldes sírios. 

    "Nossos parceiros ocidentais, na maioria, especializam-se em acusações sem fundamento ou alterações dos fatos e assim, de fato, encobrem os terroristas, mas os terroristas devem ser eliminados até o fim. E se os parceiros ocidentais só lutam contra o terrorismo no papel, nós estamos prontos a finalizar o trabalho na prática", sublinhou Lavrov.

    O chefe da diplomacia comentou o ataque a uma escola em Idlib que vitimou mais de 20 pessoas. Ele disse que os dados do Ocidente, que acusam Moscou e Damasco de alvejar a escola, são fabricados. 

    "O Ministério da Defesa russo divulgou fatos que refutam essas acusações e mostram que a informação é fabricada", disse Lavrov.

    Além disso, Moscou insta a ONU a não dar ouvidos a "campanha histérica de mentiras" sobre a situação em Aleppo.

    Lavrov disse que alguns "jogadores estrangeiros" usam o conflito sírio para alcançar objetivos próprios. 

    O diplomata também abordou a operação para retomar Mossul do Daesh, dizendo que tanto a Rússia como o Iraque estão interessados em tomar medidas para impedir que os militantes fujam para a Síria a partir da cidade iraquiana.

    Ministro das Relações Exteriores sírio

    Walid Muallem afirmou que Damasco continuará a luta contra o terrorismo e prometeu que Aleppo será libertada. 

    "Nós não vamos reduzir nossos esforços na luta contra o terrorismo, vamos libertar Aleppo dos terroristas e restaurar a unidade da cidade. A situação humanitária, sem dúvida, deve ser tomada em conta. Durante a trégua em Aleppo, tornou-se claro quem realmente violou o cessar-fogo e com que intenções, bem como quem impede a evacuação dos civis e feridos".

    Ele acrescentou que não existem contatos entre as autoridades sírias legítimas e a coalizão liderada pelos Estados Unidos, que realiza ataques aéreos na Síria sem a aprovação de Damasco, violando assim o direito internacional.

    O presidente sírio Bashar Assad expressa sua gratidão ao governo e ao povo russos pela assistência eficiente na luta contra o terrorismo, disse Muallem.

    "O presidente da Síria, Bashar Assad, pediu-me para expressar a sua gratidão, a gratidão do governo sírio e das pessoas ao presidente Putin e ao povo russo amigo pela sua assistência eficaz na luta contra o terrorismo."

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    Walid Muallem, Sergei Lavrov, Rússia, Síria
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