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    Washington não entende que o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) é um falso alvo que distrai a atenção dos EUA do seu inimigo mais perigoso – o Irã.

    Combatente das unidades de mulheres peshmerga prepara-se para o combate contra o Daesh em Mossul, Iraque, outubro de 2016
    © Sputnik / Hikmet Durgun
    Essa é a opinião exposta pelo jornalista americano Mark Helprin em seu artigo no jornal The Wall Street Journal.

    Segundo ele, "com um comando correto, uma coalizão composta por dois ou três países ocidentais, ou os próprios EUA, poderiam destruir o Daesh apenas em uma semana".

    Helprin expõe sua própria visão para a solução do conflito sírio:

    "A aviação dos EUA e seus aliados deve garantir apoio aéreo às unidades turcas no norte da Síria para que elas se possam juntar no sul do país com forças expedicionárias da Arábia Saudita, Jordânia e Egito e depois dividir a Síria em duas partes. Os curdos e as forças iraquianas fecharão o círculo do lado leste, e assim o Daesh ficará cercado e o território controlado por Bashar Assad estará reduzido ao tamanho de um enclave insignificante", explica.

    Mas não será essa a tarefa principal dos EUA, acha Helprin. Na opinião dele, "a missão digna do poderio americano seria a destruição da ponte nociva, construída pelo Irã, desde o Afeganistão até ao Mediterrâneo". O jornalista receia que o Irã possa criar uma união política, militar e religiosa com o Iraque, Síria e Líbano que terá à sua disposição riquezas petrolíferas colossais.

    Helprin considera que, apesar do programa nuclear iraniano, Teerã terá alegadamente em breve suas próprias armas nucleares e a Arábia Saudita poderá seguir o exemplo iraniano.

    Finalmente, o jornalista compara o Daesh ao capote vermelho de um matador, que distrai a atenção do touro da espada mortífera, não permitindo a Washington tratar o Irã com discernimento.

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    Tags:
    curdos sírios, conflito sírio, ponte, programa nuclear iraniano, Daesh, Teerã, Líbano, Egito, Irã, Afeganistão, Arábia Saudita, Síria, EUA, Jordânia
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