00:40 22 Julho 2019
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    Soldado do Exército Nacional do Afeganistão em Cabul

    Abraços a soldados: como presidente do Afeganistão combate o terrorismo

    © REUTERS / Omar Sobhani
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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    O governo afegão de unidade nacional foi duramente criticado por ex-representantes de órgãos de segurança do país devido à intensificação da instabilidade na maioria das províncias.

    Amrulla Saleh, ex-chefe da Direção Nacional de Segurança do Afeganistão, chamou o governo, em conversa com a Sputnik Dari, de “autossuficiente” e “egocêntrico”.

    Segundo ele divulgou, vários especialistas destacam o fato de que nas ações das forças de segurança afegãs existe uma séria falta de coordenação.

    "Estas declarações não têm base e não refletem a essência dos acontecimentos. E a essência é que não há interesses comuns,  coesão e unidade entre os círculos políticos nas estruturas do poder, bem como entre o governo e as Forças Armadas do país", disse. 

    Amrulla Saleh sublinhou à Sputnik que cada uma das forças que combatem o terrorismo no país “busca apoio e patrocínio ora de uma elite política, ora de outra, mas, infelizmente, as divergências só continuam aumentando dia a dia”.

    O especialista em segurança também admitiu que, pela primeira vez na história afegã, as Forças Armadas do país não são uma estrutura bem organizada sob a liderança de um centro, porque o governo é tão fechado e presunçoso que está perdendo o controle da situação.

    "O presidente do Afeganistão tem feito um bom trabalho: preside as paradas, abraça soldados, muitos deles até conhece mesmo pelos nomes. Em geral, ele faz um trabalho de motivação sem precedentes. Assim, o presidente mostra que a estratégia de combate ao adversário é abraçar os soldados. Esta, para não dizer mais, é uma política muito duvidosa, destinada ao fracasso", disse.

    O especialista em segurança admitiu também que métodos semelhantes não têm nada a ver com o combate real contra o adversário e que, embora o mundo esteja nas mãos de Deus, esta política é insuficiente para atingir paz em todo o mundo.

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    Tags:
    política, terrorismo, opinião, Afeganistão
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