14:43 23 Setembro 2018
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    Bandeira do Daesh (Estado Islâmico)

    'Vários países usam Daesh para ganhar ranking político'

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    Oriente Médio e África
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    Comentaristas políticos e observadores, discutindo a situação na Síria, convergem na opinião que as posições dos militantes estão enfraquecidas e que continua o processo de perda de sua influência.

    Numa entrevista à Sputnik Persa, o cientista político e cronista Ghodrat Ahmadiyan fala sobre a contribuição da Rússia e do Irã para a retirada dos militantes do Daesh, sobre desacordos entre os membros da coalizão internacional e sublinha a importância da luta contra o terrorismo.

    "Tendo em conta a informação sobre a prontidão do exército sírio para tomar a cidade de Mossul e liberar os arredores da cidade e os boletins sobre a situação na frente de combate, podemos afirmar que o Daesh está recuando e que a Rússia, o Irã e as forças governamentais fazem tudo para reinstalar o equilíbrio político, o que permitirá o combate final contra o Daesh", disse.

    Do ponto de vista militar o Daesh está sofrendo derrota, mas do ponto de vista político a situação é mais complexa, julga o especialista. O grupo Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e muitos outros países) é uma formação político-militar.

    "Para erradicar o terrorismo na Síria precisamos de cooperação político-militar, devemos realizar um diálogo multilateral frutuoso. A falta de coordenação e de uma posição unida na coalizão internacional leva a que determinados países-membros ganhem pontos em seu ranking particular representando a situação do seu esforço como favorável. Os terroristas também ganham com isso", sublinhou Ghodrat Ahmadiyan.

    O analista pensa que se os países que estão lutando contra o Daesh não tiverem uma posição unida, o terrorismo nunca será derrotado.

    "Sim, podemos eliminar o Daesh no futuro próximo no sentido físico, mas se não houver um consenso político, o bolor do terrorismo vai surgir novamente na terra da Síria e do Iraque."

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    Tags:
    terrorismo, coalizão internacional, Daesh, Mossul, Irã, Iraque, Oriente Médio, EUA
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