07:31 06 Agosto 2020
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    Oriente Médio e África
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    Os EUA acham que conhecem o Oriente Médio melhor do que aqueles que vivem na região e isto é um grande erro na luta do Ocidente contra o terrorismo, disse o Rei da Jordânia criticando a política ocidental.

    "A composição étnica da região é bastante óbvia para nós, os que vivemos na região, mas os conselheiros do Ocidente parecem ter certeza que nos conhecem melhor do que nós nos conhecemos a nós próprios", disse ele, falando à emissora americana CBS.

    Ele também disse que a situação geopolítica complexa dificulta a luta contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) e outros grupos jihadistas.

    "Eu acho que o problema do Ocidente é que eles veem uma fronteira entre a Síria e o Iraque. O Daesh não a vê – e isso tem sido uma frustração, acho eu, para alguns de nós nesta área e para os nossos parceiros da coalizão ocidental, já há vários anos. Sabe, os advogados entram no assunto e dizem 'mas aí há uma fronteira internacional'. E nós dizemos, 'por amor de Deus, o grupo [Daesh] não funciona dessa maneira'", disse ele.

    A Jordânia faz parte da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que luta contra o Daesh na Síria e no Iraque, e o rei Abdullah apela a mais esforços no combate contra o grupo na Líbia, porque ele vê este país como a futura fortaleza do Daesh.

    O rei também concordou com a crítica dirigida aos planos do governo britânico contra o Daesh, representada num relatório da Comissão Parlamentar da Grã-Bretanha em que se lê que Londres não tem "uma estratégia geral" para tentar derrotar o grupo a nível mundial e em vez disso se focaliza em países individuais.

    O relatório também apelou ao Reino Unido para se concentrar menos na intervenção puramente militar e aumentar os esforços para melhorar a situação política e social nos países do Oriente Médio onde o grupo Daesh está presente.

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    Tags:
    terrorismo, rei, Daesh, Abdullah II, Oriente Médio, Síria, Líbia, Grã-Bretanha, EUA, Ocidente, Jordânia
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