09:53 22 Setembro 2018
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    Prédios destruídos após ataques aéreos nas proximidades da cidade síria de Aleppo

    Cessar-fogo na Síria fracassou 'porque alguns em Washington queriam seu fracasso'

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    Oriente Médio e África
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    Um ano da operação russa na Síria (24)
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    O acordo alcançado entre o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, parece ter fracassado em promover a paz na Síria, sendo seguido de violência após o cessar-fogo de uma semana.

    O cessar-fogo foi malsucedido porque "certas pessoas" em Washington não queriam que ele fosse cumprido, informou o especialista em questões do Oriente Médio, Ali Rizk, entrevistado pela Rádio Sputnik.

    Ele ressalta que essa não é a primeira vez quando isso acontece e "mesmo antes de o acordo ter sido assinado, já havia vozes hostis provenientes de Washington, como a do Secretário da Defesa Ashton Carter, que expressou sua oposição à cooperação com o lado russo".

    Rizk acredita que o cessar-fogo na Síria poderá somente ser relançado caso o presidente Obama se imponha aos adeptos da política rigorosa em Washington. Mesmo assim, duvida que ele realmente possa assumir tal posição.

    Segundo ele, com o fracasso do recente acordo sírio, o cenário mais provável é o de escalação ulterior de violência.

    "Quão mais prolongada for a crise síria, mais o terrorismo será proliferado para fora das fronteiras da Síria a outras regiões do mundo", frisou.

    Segundo o analista, os EUA não têm a mesma posição quanto à questão síria e Washington está seguindo políticas contraditórias.

    De acordo com Rizk, Obama e o Secretário do Estado dos EUA, John Kerry, "querem de alguma forma cooperar com a Rússia", enquanto Obama "receia a possibilidade de um ataque terrorista de grande dimensão nos EUA", levando em consideração os recentes acontecimentos no estado de Minnesota, Nova Jersey e Nova York.

    Há muito tempo o Pentágono e a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) adotam uma postura hostil em relação à Síria, tendo treinado e equipado rebeldes sírios para criar uma força capaz de lidar com o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) e derrubar o presidente sírio Bashar Assad do poder. Tais ações dificultam a resolução da crise prolongada pelo governo sírio.

    Ao mesmo tempo, Rizk sublinha que Washington "é incapaz de controlar suas próprias políticas" e não persuade os grupos radicais, apoiados pelo governo desde 2011.

    Tema:
    Um ano da operação russa na Síria (24)

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    Tags:
    crise síria, grupos rebeldes, fracasso, violência, cessar-fogo, Daesh, Pentágono, CIA, Ashton Carter, Sergei Lavrov, John Kerry, Barack Obama, New Jersey, Minnesota, Nova York, Oriente Médio, Síria, EUA, Washington
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