00:54 23 Setembro 2020
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    A Rússia não planeja abrir uma embaixada na Líbia, inclusive por razões de segurança, disse em entrevista à RIA Novosti, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov.

    "Agora não há presença diplomática, nem militar, nem civil da Rússia na Líbia. Não planejamos restaurá-la, inclusive por razões de segurança. No que toca à presença militar, essa questão nem se coloca", disse.

    A missão diplomática russa foi evacuada do país em agosto de 2014 devido ao agravamento da situação na Líbia. Agora os interesses de praticamente todos os países ocidentais são representados por diplomatas da Tunísia. 

    Em 31 de março o novo governo líbio de unidade nacional entrou em funções. A Líbia espera restaurar a integridade do país, que após a derrubada do regime de Muammar Kadhafi praticamente se desintegrou. Algumas regiões da Líbia ainda permanecem sob o controle do Daesh (proibido na Rússia). 

    Os EUA realizam ataques aéreos a pedido do governo do país. 

    Bogdanov afirmou que a Rússia não recebe informações sobre os ataques planejadas na Líbia.

    "Não temos quaisquer acordos ou entendimentos sobre isso nem com os norte-americanos, nem com os europeus. O que é mais importante é que não tencionamos colocar tal questão perante os nossos parceiros ocidentais", disse.

    Segundo ele, o assunto líbio tem estado sempre na agenda dos encontros entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

    Bogdanov esclareceu que tal forma de cooperação (informação sobre os ataques – red.) seria justificada caso na Líbia estivessem cidadãos russos, mas a situação real é diferente.

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    Tags:
    cooperação, terrorismo, segurança, embaixada, presença militar, tropas, EUA, Líbia, Rússia
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