05:48 18 Agosto 2017
Ouvir Rádio
    Soldados israelenses realizam exercícios na parte setentrional das Colinas de Golã, 13 de setembro de 2016

    'Israel lucra com conflito sírio, mas logo a situação será alterada'

    © AFP 2017/ JALAA MAREY
    Oriente Médio e África
    URL curta
    698623310

    Hoje (13), o comando do Exército sírio confirmou que as suas tropas de defesa antiaérea abateram um avião militar e um drone israelenses pouco depois do anúncio de cessar-fogo na Síria. Enquanto um cientista político negou a relação entre os acontecimentos, um ex-político norte-americano notou que Tel-Aviv pode lucrar com a guerra na Síria.

    O professor de Estudos Políticos da Universidade Bar-llan e diretor do Centro de Estudos Estratégicos de Begin-Sadat, Efraim Inbar, negou que haja qualquer relação entre os acontecimentos dizendo que não pensa que Israel esteja envolvido ou tenta se envolver na guerra civil síria.

    "Israel promove uma política clara de ficar fora da guerra na Síria, a não ser que seus interesses sejam diretamente afetados", disse ele à Rádio Sputnik.

    Ao mesmo tempo, Lawrence Wilkerson, antigo militar do Exército dos EUA e antigo chefe do Estado-Maior, disse ao site de notícias The Real News Network:

    "Acredito que o que a liderança israelense está pensando é que quanto mais longa for a guerra, mais seguro fica Israel".

    Ele lembrou as palavras do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que disse que as Colinas de Golã pertencem a Israel para sempre e que o país nunca abdicará delas. Também o país tentará conquistar tudo o que for possível durante este caos para aumentar a distância que terá de atravessar o inimigo para invadir Israel.

    "Ao mesmo tempo, todas essas potências estão ocupadas se matando uma à outra <…> e não podem tratar de Israel. Assim, um resultado direto do que está acontecendo na Síria no momento atual é a sensação de mais segurança para Israel", disse.

    Caça da Força Aérea de Israel (arquivo)
    © Sputnik/ Serviço de imprensa da Força Aérea de Israel
    Entretanto, o especialista disse que em termos estratégicos a situação atual parece dinamite, porque há potencial para piorar de forma rápida depois de algum tempo.

    Efraim Inbar disse que Israel anexou as Colinas de Golã ainda em 1981 e agora afirma que são parte inalienável do território israelense. Houve tentativas para negociar o assunto, mas elas se tornaram pouco frutíferas. Segundo o especialista, nas circunstâncias atuais não há qualquer possibilidade de que as negociações sobre isso se reiniciem.

    Devemos lembrar que hoje (13) o representante oficial do Exército sírio, general Samir Suleiman, confirmou as informações sobre o abate de um avião militar e um drone israelenses na Síria. O militar disse que o abate foi uma resposta aos ataques do caça israelense F-16 contra posições do Exército sírio em Quneitra. O drone foi abatido sobre o subúrbio Sasa de Damasco.

    O general acrescentou que a Força Aérea israelense atacava as posições sírias para apoiar os terroristas que sofreram baixas durante o último combate contra tropas governamentais da Síria.

    Mais:

    EUA e Israel negociam acordo multibilionário de cooperação militar
    Força Aérea de Israel ataca o Exército da Síria nas Colinas de Golã
    Grupo terrorista instalado no Egito e ligado ao Daesh planeja atacar Israel
    Israel começa a construir 'muro' subterrâneo de concreto na fronteira com Gaza
    Tags:
    ataques, aviação, lucro, terroristas, conflito, Colinas de Golã, Síria, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik