23:14 08 Abril 2020
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    O fortalecimento da cooperação entre a China e os militares sírios pode perseguir o objetivo de enfraquecer o grupo Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (ETIM na sigla em inglês) que defende a separação da região autônoma de Xinjiang Uygur da China.

    A respetiva declaração foi feita pelo professor da Universidade Nacional da Austrália Michael Clarke em entrevista à agência RIA Novosti.

    Segundo informou na semana passada o diretor para a cooperação internacional da Comissão Militar Central da China, o contra-almirante Guan Youfei, os militares chineses pretendem intensificar a cooperação com os militares sírios.

    As partes também concordaram que os militares chineses vão providenciar ajuda humanitária bem como treinamento militar ao povo sírio.

    Michael Clarke ressalta que, mesmo após este anúncio, ainda não está claro qual será o volume da ajuda militar oferecida por Pequim à Síria. Ele opina que Pequim corre riscos sérios de se tornar alvo de grupos terroristas como a Frente al-Nusra (proibida na Rússia, mudou seu nome para Frente Fatah al-Sham).  

    O professor australiano pensa que é pouco provável que militares chineses sejam enviados para a Síria. Segundo ele, o mais provável é que a China possa ajudar a Síria em conjunto com a Rússia.

    Segundo as autoridades chinesas, o grupo terrorista ETIM, que atua na região autônoma de Xinjiang Uygur, é suspeito de estar ligado à Al-Qaeda e a outras organizações terroristas. Antes a mídia tinha informado que o ETIM recruta uigures locais e envia-os para campos extremistas na Síria e no Iraque.

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    Tags:
    grupos terroristas, treinamento militar, extremistas, ajuda humanitária, cooperação, Frente Fatah al-Sham, Frente al-Nusra, Al-Qaeda, Pequim, Austrália, Iraque, Síria, China, Rússia
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