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    Brasil enfrentando COVID-19 no início de maio de 2021 (40)
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    Considerando os imunizantes ainda são escassos para serem aplicados no mundo, e as remessas contratadas pelo governo brasileiro vêm sofrendo atrasos, o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) comentou as alternativas para alavancar vacinação no Brasil.

    A professora da Universidade de Oxford e responsável pelos estudos clínicos da "vacina de Oxford" no Brasil, Sue Ann Costa Clemens, disse em entrevista à CNN Brasil no último domingo (2) que a produção nacional de insumos para a fabricação das vacinas contra a COVID-19 pode ser a forma que o país terá de conseguir imunizar sua população.

    O médico e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que o lado positivo das perspectivas de vacinação é que o país tem contrato de transferência de tecnologia da vacina CoronaVac, com o Instituto Butantan, e da vacina Oxford/AstraZeneca, junto com a Fiocruz.

    "Estes contratos preveem a transferência de tecnologia e isso possibilitará que o Brasil se torne autossuficiente na produção dessas vacinas", afirmou Juarez Cunha.

    O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações observou, no entanto, o que o processo de transferência de tecnologia que prevê a produção do próprio IFA pelo Butantan e pela Fiocruz leva tempo.

    "Tanto um produtor quanto o outro estão organizando e montando plantas para essa produção, mas eu imagino que antes do segundo semestre isso não seja possível. A partir do momento que tiverem essas condições todas, com certeza poderão produzir tudo o que a demanda nacional possibilitar, e até exportar para outros países", afirmou.

    Juarez Cunha destacou que, para o Brasil vacinar toda a sua população, será necessária a utilização de outras vacinas e de outros produtores.

    "Só na população de grupo prioritário são 80 milhões de pessoas, isso dá 160 milhões de doses, e se formos vacinar toda a população acima de 18 anos, precisaríamos de em torno de 340 milhões de doses. Então nesse momento, a curto e médio prazo, não temos autonomia para produzir isso, então com certeza precisaremos de outros produtos, de outros fabricantes para conseguir vacinar nossa população", acrescentou.

    Enfermeira do Exército brasileiro prepara dose de vacina contra a COVID-19 para vacinação de militares, no Rio de Janeiro, 3 de maio de 2021
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Enfermeira do Exército brasileiro prepara dose de vacina contra a COVID-19 para vacinação de militares, no Rio de Janeiro, 3 de maio de 2021

    Ao traçar uma perspectiva sobre quando o Brasil poderia terminar dar conta de vacinar uma parcela significativa da população, o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) afirmou que, em consonância com a previsão do Ministério da Saúde, é possível que o país consiga terminar de imunizar o grupo prioritário, que corresponde a 80 milhões de pessoas, em julho ou agosto.

    "Na realidade, a gente só não está conseguindo fazer com que nossa campanha acelere por falta de produtos, por falta de vacina. Se tivéssemos vacinas disponíveis, com certeza a nossa campanha estaria bem mais acelerada do que está", completou o especialista.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Brasil enfrentando COVID-19 no início de maio de 2021 (40)

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    Tags:
    vacinação, vacina, pandemia, Vacina CoronaVac, novo coronavírus, COVID-19
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