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    COVID-19 no Brasil no final de agosto (50)
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    Nesta quarta-feira (26) o Brasil completou seis meses desde a confirmação de seu primeiro caso de COVID-19, registrado em São Paulo.

    Desde então o país já registra mais de 117 mil mortes causadas pelo novo coronavírus e 3.717.156 de casos confirmados da doença. Os números fazem do Brasil o segundo país mais afetado, atrás apenas dos EUA.

    De acordo com o Ministério da Saúde, em 13 de agosto a doença estava presente em 98,4% dos municípios.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, Alexandre Chieppe, médico sanitarista da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, diz acreditar que, apesar dos altos números, a pior fase da pandemia no Brasil já ficou para trás.

    "Eu diria que a pior fase da doença passou, agora a tendência ainda é obviamente a gente conviver com esse novo coronavírus por muito tempo, até que a gente tenha uma vacina eficaz e com uma cobertura muito elevada no país, mas eu acho que a pior fase passou", disse.

    No entanto, apesar de pensar que a pior fase da pandemia da COVID-19 já passou, Chieppe reforça que os cuidados devem ser mantidos.

    "A população, seguindo as orientações das autoridades públicas de saúde, deve manter as medidas de precauções, a utilização de máscara e manter aqueles cuidados como a higienização das mãos e a utilização do álcool quando necessário", recomendou.

    Alexandre Chieppe também acredita que o Brasil vivenciará uma segunda onda da COVID-19 diferente. Para o sanitarista o que vai acontecer no país é a manifestação de uma segunda onda através de uma "interiorização do vírus".

    "A segunda onda está muito mais relacionada ao cometimento daquelas pessoas que em um primeiro momento ficaram isoladas e que depois começaram a se expor. O que a gente está vendo aqui é que efetivamente essa segunda onda não vem acontecendo com a intensidade que algumas pessoas imaginavam. Na verdade, a segunda onda que a gente está vendo é a da interiorização da pandemia", acredita.

    Para Chieppe, a partir do momento que uma vacina contra a COVID-19 for aprovada, levará de seis a oito meses até o Brasil conseguir imunizar toda a população.

    "O Brasil tem um dos sistemas de imunização mais abrangentes do mundo, então a gente já tem uma experiência de campanha de vacinação, mas é um desafio muito grande. Isso teria que ser escalonado ao longo de alguns meses para que os serviços de saúde tenham capacidade de vacinar essa população toda. A partir de uma disponibilidade de uma vacina certamente a gente precisaria de uns seis meses, oito meses para garantir a vacinação de toda a população", completou.

    Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, somente nas últimas 24 horas o Brasil registrou 1.085 novas mortes pela COVID-19 e 47.161 novos casos confirmados da doença em relação ao que foi contabilizado na terça-feira (25).

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Tema:
    COVID-19 no Brasil no final de agosto (50)

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    Tags:
    doença, vacina, pandemia, novo coronavírus, Brasil, COVID-19
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