20:10 30 Outubro 2020
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    Situação com coronavírus no Brasil no fim de junho (51)
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    No último final de semana foram iniciados os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, contra a COVID-19.

    Os testes serão realizados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em dois mil profissionais da saúde em São Paulo e com mil no Rio de Janeiro.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, o médico infectologista Estevão Urbano, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, explicou que a escolha de profissionais da saúde como voluntários se deve ao fato deles estarem mais expostos à doença.

    "Como os profissionais de saúde estão à frente do combate à doença, eles têm mais chance de se infectarem e esse estudo será feito exatamente com essas pessoas porque trarão resultados mais rápidos", explicou.

    Estevão Urbano comentou que se espera que tenhamos uma vacina contra COVID-19 até o final deste ano.

    "Em relação à expectativa a um produto vacinal, independente que seja a vacina de Oxford ou outras, no sentido de quando eles estarão disponíveis e como eles serão distribuídos em todo o globo, existe alguma expectativa de que talvez ainda antes do fim desse ano nós pudéssemos ter uma vacina já disponível, embora isso ainda seja incerto", disse.

    Segundo ele, é mais provável que o produto esteja disponível no fim deste ano ou nos primeiros meses de 2021.

    "Eu acredito que é possível que nós tenhamos essa vacina no final do ano ou então nos primeiros seis meses do próximo ano", afirmou.

    O infectologista lembra que, mesmo com resultados positivos, será necessário um grande esforço internacional para que a vacina chegue aos países mais afetados pela pandemia.

    "Nós estamos ainda aprendendo com as vacinas que já estão sendo testadas, depois se os resultados forem recompensadores existirá a necessidade de se fazer bilhões de doses e necessitará de um esforço internacional para que principalmente aqueles países em franca pandemia possam ter prioridade", comentou.

    Bueno explica que geralmente a produção de vacinas tem uma média de testes de três a cinco anos, mas no caso da COVID-19 as pesquisas estão sendo feitas em tempo recorde.

    "Devido à necessidade e à urgência, esse grande esforço econômico e também de recursos humanos para fabricação dessa nova vacina poderá fazer com que nós tenhamos um período recorde. Quem sabe desde o início das pesquisas até o seu lançamento tenha mais ou menos um ano de duração. O que seria muito mais rápido do que é normalmente encontrado nas vacinas que já estão disponíveis no mercado para outras doenças", completou.

    O financiamento dos testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford está sendo feito pela Fundação Lemann.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Situação com coronavírus no Brasil no fim de junho (51)

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    Tags:
    doença, novo coronavírus, pandemia, Brasil, vacina, COVID-19
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