20:56 05 Dezembro 2020
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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)
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    A crise sanitária está mudando profundamente a relação entre as grandes potências. Depois da pandemia, a liderança dos EUA no mundo poderia estar em risco.

    O editorial de 30 de abril do prestigiado jornal francês Le Monde foi dedicado ao cenário mundial que irá ser desenhado depois de debelada a pandemia do novo coronavírus.

    O jornal prevê, entre outros, o fim da liderança mundial dos Estados Unidos e alerta para o fato de a Europa necessitar de começar a sua própria reconstrução.

    Segundo o Le Monde, a crise pandêmica está mudando profundamente a relação entre as grandes potências, não estando os EUA mais exercendo o papel que haviam atribuído a si mesmos no século XX, o de liderança mundial.

    Bandeiras de União Europeia e dos EUA
    © AFP 2020 / GEORGES GOBET
    Bandeiras de União Europeia e dos EUA

    A pandemia do coronavírus pôs fim à ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial sob a égide dos Estados Unidos, assinala o jornal, que reconhece à ascensão da China um papel fundamental na desestabilização deste sistema.

    "O fim da Guerra Fria, o desaparecimento da URSS e a ascensão da China desequilibraram gradualmente um mundo baseado na dualidade americano-soviética", afirma o autor do editorial.

    Desta forma, o mundo tornou-se desequilibrado, com a "ordem bipolar" dando lugar a "uma desordem multipolar", escreve o Le Monde, que aponta a relutância norte-americana em reconhecer as novas regras do jogo.

    Atitude europeia

    O Le Monde conclui o editorial sublinhando que o novo coronavírus testou severamente a unidade da Europa, que se mostrou desarmada perante a pandemia e incapaz de organizar políticas de solidariedade com os países mais afetados da União Europeia.

    "Mas se ela [a União Europeia] quiser influenciar e não sofrer as consequências de uma ordem mundial mais justa e segura no pós-crise, deve começar organizando a sua própria reconstrução econômica", conclui o editorial.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)

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