23:53 13 Agosto 2020
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    Países combatendo COVID-19 no meio de abril de 2020 (105)
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    A Argentina cumpre um mês da aplicação das primeiras medidas do governo do presidente Alberto Fernández para limitar a circulação de pessoas e a entrada de infectados do exterior.

    O confinamento tem sido eficaz para evitar a proliferação da COVID-19, o que leva as autoridades a manter as medidas em vigor, especialmente agora com a chegada do inverno.

    "Achatar a curva" é o mantra que se repete desde 11 de março, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o coronavírus como pandemia. Dois dias depois, a Argentina tomou as primeiras medidas restritivas na América do Sul para proibir aglomerações e frear a chegada de aviões de regiões comprometidas.

    No final do primeiro mês, as análises demonstram o êxito - ao menos provisório – na contenção da propagação do coronavírus quando se compara com os gráficos de países que registraram um crescimento exponencial de contágios.

    ​Não foi em vão ficar em casa.

    "Desde o primeiro caso, que foi confirmado em 3 de março, temos uma circulação viral comunitária, que não sobrecarrega o sistema de saúde. Este é o resultado de termos feito este isolamento rigoroso desde o começo", disse à Sputnik Mundo Ricardo Teijeiro, médico integrante da Sociedade Argentina de Infectologia.

    O Isolamento Social Preventivo Obrigatório, ainda vigente, foi estabelecido a nível nacional em 20 de março, mais de três semanas atrás e, segundo as estimativas oficiais, o pico dos contágios deve ocorrer na segunda quinzena de maio.

    "O que buscamos é que em nenhum momento tenhamos um crescimento exponencial, mas sim uma circulação viral controlada, com uma quantidade de casos graves que não ultrapasse a oferta do sistema sanitário", explicou Teijeiro.

    'Não vamos poder relaxar durante todo o inverno'

    "É muito difícil saber até quando vão durar as medidas de isolamento, vai depender de como vai evoluir a situação epidemiológica. Depois [as medidas de isolamento] serão flexibilizadas gradualmente, sempre pensando que os pacientes de maior risco, como idosos e doentes crônicos, serão os últimos que poderão recuperar suas atividades sociais normais", antecipou Teijeiro.

    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, confirmou em 11 de abril que a quarentena se estenderia até o dia 26 deste mês.

    O país sul-americano está entrando no inverno, época em que se espera um acréscimo de contágios de outras infecções de transmissão comum, que podem, por um lado, elevar a saturação do sistema, por outro acelerar a propagação do vírus.

    "Não podemos relaxar em nenhum momento durante todo o inverno, porque teremos uma alta circulação de todos os vírus e doenças respiratórias. Talvez, quanto termine a temporada, deixaremos a zona de risco, uma vez que [o vírus] não circulará fortemente, contudo, ainda não sabemos. Em alguns países do norte houve novos surtos, ainda que a taxa de ataque esteja caindo após três, quatro meses", disse o especialista.

    As preocupações das autoridades estão voltadas aos bairros mais humildes e densamente povoados da região metropolitana de Buenos Aires, zona do país onde se concentra a maior quantidade de casos e mortos.

    "O mais importante agora é ter a conduta e o compromisso, saber que o isolamento rigoroso é necessário. Não há dúvida que esta é uma medida de responsabilidade social e que depende de cada um de nós", finalizou.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    vírus, Buenos Aires, pandemia, COVID-19, novo coronavírus, Argentina
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