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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)
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    Com a pandemia de coronavírus, o Congresso ganha terreno na política nacional e força uma mudança de rumos a Jair Bolsonaro, avalia a cientista política Clarisse Gurgel.

    Nesta quarta-feira (1º), foi publicado ato da Câmara dos Deputados e do Senado Federal que altera, durante a pandemia de COVID-19, o prazo de tramitação das Medidas Provisórias (MP) — instrumento que o presidente tem para editar leis que entram em vigor imediatamente.

    Uma medida provisória presidencial precisa ser aprovada em até 120 dias pelo Congresso, caso contrario perde sua validade. Com o ato do Congresso, esse prazo cai para 16 dias.

    Na avaliação da cientista política e professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Clarisse Gurgel, as alterações indicam o fortalecimento de um protagonismo já existente do Congresso, em especial da figura de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. 

    Maia publicou vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira pedindo ação de Bolsonaro nas medidas contra a pandemia de coronavírus. 

    Gurgel avalia que a alteração no prazo das medidas provisórias "imprimiu um cerco maior ao governo" e compromete a capacidade de Bolsonaro cumprir com sua agenda de "retirada de direitos sociais".

    "O coronavírus forçou o governo Bolsonaro a mudar o rumo de sua agenda, mesmo que essa mudança seja temporária, ela resulta em um ganho de tempo para setores que tentavam barrar essas reformas", diz a professora da Unirio à Sputnik Brasil.

    Ainda de acordo com a cientista política, o novo cenário de pagamento de vales de R$ 600 para trabalhadores informais e de massiva intervenção estatal na sociedade vai na contramão do governo Bolsonaro. "Paulo Guedes está visivelmente contrariado", diz Gurgel. 

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia
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