08:23 13 Julho 2020
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    Em nova polêmica na área ambiental, o governo federal quer liberar cruzeiros e "recife artificial" na ilha de Fernando de Noronha, um dos ecossistemas mais sensíveis de biodiversidade do País e hoje administrado com forte rigor ambiental.

    O senador Flávio Bolsonaro disse que o governo está agindo para "desatar os nós" da legislação e permitir e ampliar a exploração turística da região.

    O arquipélago é protegido por duas Unidades de Conservação (UCs) Federais: o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha-Rocas-São Pedro e São Paulo; e abriga diversas espécies ameaçadas de extinção.

    O professor da Faculdade de Oceanografia da UERJ, David Zee, em entrevista à Sputnik Brasil, disse não ser contra uma maior exploração da região, desde que isso gere mais recursos para estudos ambientas para preservar o arquipélago.

    "Eu acho que o mais importante é que seja feita uma avaliação ambiental, uma vez que levar mais pessoas para Fernando de Noronha é bastante interessante, porque cria uma visibilidade grande e também serve efetivamente como um retorno à sociedade e um aproveitamento turístico da região", observou.

    De acordo com o especialista, o "importante é que isso possa trazer recursos para que a pesquisa do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis possa manter o arquipélago de Fernando de Noronha intacto e imune a um eventual impacto". "O pior impacto é o abandono, é a falta de estudos e investimentos", destacou.

    O oceanógrafo observou, entretanto, que a liberação de cruzeiros pode sim trazer impactos negativos para a preservação da região se não houver estudos que comprovem a segurança ambiental.

    "Sem dúvida nenhuma pode trazer impacto. Por isso que é muito importante que se faça estudos de impacto ambiental, estudos em um prazo bastante longo, de tal forma que tenhamos certeza absoluta que isso não vai comprometer a segurança e a preservação desses ecossistemas", completou.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    meio ambiente, preservação, Brasil, Fernando de Noronha
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