21:04 04 Abril 2020
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    Os Estados Unidos continuam atrás da China em termos de trocas comerciais, investimentos e projetos bilaterais de infraestrutura.

    De acordo com o pesquisador chinês Liu Yun, o motivo pelo qual a estratégia chinesa na África é um sucesso reside em uma melhor compreensão das necessidades do continente africano.

    Na última semana, o Quênia celebrou mil dias da inauguração da linha de trem conectando Mombaça, Nairóbi e Naivasha, parte da Iniciativa do Cinturão e Rota de Pequim. No entanto, os projetos de infraestrutura como esse enfrentam críticas no Ocidente, devido ao fato de serem liderados pela China, que continua a ganhar terreno na África.

    'Armadilha da dívida' ou passo para a industrialização?

    O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, rejeitou repetidamente afirmações de que o projeto ferroviário em seu país não é rentável. Wu Peng, embaixador da China em Nairóbi, salientou em outubro de 2019 que a linha ferroviária já começou a impulsionar o turismo, investimentos e comunicações do país, segundo a agência Reuters.

    Lin Yun, pesquisador na Universidade Normal de Zhejiang, comentou que as alegações quanto à "armadilha da dívida" não têm fundamentos: "Os investimentos da China em projetos ferroviários africanos não significam somente a concessão de empréstimos, mas trabalhar conjuntamente com base em benefícios mútuos e ganhos comuns", agregou Yun.

    "Além disso, a construção de linhas ferroviárias está alinhada com a estratégia de uma industrialização moderna na África", afirma o pesquisador. "Seja no Quênia ou em outros países africanos, os investimentos da China na construção de ferrovias são realizados de acordo com as necessidades dos países africanos e os interesses do desenvolvimento de suas economias nacionais".

    Para Yun, os investimentos liderados pela China são populares no continente africano. Países que ainda não os receberam "possivelmente se sentem em desvantagem".

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    África, One Belt, One Road, China
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