22:00 28 Fevereiro 2020
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    A China não é concorrente da Rússia e dos EUA em termos de quantidade de arsenal nuclear, mas Pequim começou a trabalhar ativamente na sua modernização e criação de armas hipersônicas, segundo especialista.

    "Se olharmos para o número de ogivas e mísseis hoje em dia, há um enorme desequilíbrio a favor da Rússia e dos Estados Unidos. Cerca de 90% do arsenal nuclear mundial é compartilhado entre os dois países. Dessa forma, a China sempre desempenhou o papel de dissuasão mínima. Por isso, qualquer tentativa de incluir a China nas conversações russo-americanas foi malsucedida, porque os arsenais não são comparáveis", disse Mark Fino, chefe da seção de proliferação de armamento do Centro de Desenvolvimento da Política de Segurança de Genebra.

    O Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START III), assinado em 2010, continua a ser o único acordo de limitação de armas existente entre a Rússia e os Estados Unidos. O acordo expira em fevereiro de 2021, e Washington ainda não anunciou se pretende prorrogá-lo.

    Acordo nuclear trilateral

    O presidente norte-americano Donald Trump falou sobre seu desejo de desenvolver um novo acordo nuclear trilateral entre a Rússia, a China e os Estados Unidos, cuja ideia foi rejeitada por Pequim.

    O especialista considera que há uma preocupação crescente com a China, tanto por parte de Washington como de Moscou, já que Pequim começou a aumentar a qualidade do seu arsenal.

    "Todas as potências nucleares e países estão se modernizando. E a China não é exceção. Eles [chineses], tal como a Rússia, estão investindo em dois tipos de armas que são consideradas necessárias para a defesa de mísseis. Eles são os mísseis hipersônicos e aeronaves", destacou o analista.

    Na opinião de Fino, o aumento do orçamento militar e a modernização do arsenal militar chinês é a resposta de Pequim à situação no mundo, incluindo as ações dos EUA.

    O presidente russo Vladimir Putin disse anteriormente que Moscou estava ajudando Pequim a criar um sistema de alerta precoce contra ataques de mísseis, que deverá melhorar drasticamente a capacidade de defesa da China.

    Veículos militares chineses transportando o míssil balístico DF-17 durante o desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China
    © AP Photo / Mark Schiefelbein
    Veículos militares chineses transportando o míssil balístico DF-17 durante o desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China

    A embaixadora chinesa em Moscou, Zhang Hanhui, disse que a cooperação Rússia–China para criação do sistema ajudará a manter o equilíbrio estratégico no mundo.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    armas hipersônicas, modernização, EUA, Rússia, arsenal nuclear, China
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