10:26 11 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Análise
    URL curta
    670
    Nos siga no

    É provável que a China desenvolva e atualize seu arsenal nuclear nos próximos anos, mas a esperança de Pequim se juntar às negociações sobre controle de armas permanece, opina analista norte-americano.

    De acordo com estimativas militares, a China tem cerca de 290 cargas nucleares. Embora este número seja muito menor que o da Rússia e dos EUA, a China continua a se modernizar e a desenvolver seu arsenal nuclear, estabelecido desde 1955.

    Na opinião do especialista Richard Weitz, diretor do Centro de Análises Político-Militares do Instituto Hudson (EUA), o desfile militar de 1º de outubro de 2019, dedicado ao 70º aniversário da fundação da República Popular da China, confirmou que, nos próximos anos, Pequim deverá implantar mais armas nucleares e um "portfólio" de projéteis mais diversificados, como os mísseis balísticos intercontinentais Dong Feng (DF)-31AG e DF-41.

    "Alguns esperam que o arsenal nuclear da China continue a melhorar quantitativa e qualitativamente, aproximando-se do da Rússia e dos EUA. De acordo com as estimativas deles, Pequim só considerará a possibilidade de negociar limitações estratégicas quando sua capacidade nuclear for semelhante à da Rússia e dos EUA. Mas, mesmo assim, é provável que Pequim insista que qualquer acordo se aplique tanto às forças nucleares quanto às convencionais de todas as grandes potências militares asiáticas", disse o analista.

    Desenvolvimento de novas tecnologias

    Para Weitz, se Pequim não limitar a sua acumulação de potenciais através do controle formal de armas ou outras medidas, os EUA e a Rússia "resistirão às limitações obrigatórias das suas próprias capacidades ofensivas e defensivas de mísseis".

    "O renascimento da rivalidade entre grandes potências, o desenvolvimento de novas tecnologias militares estratégicas e outros desenvolvimentos requerem uma possível transição para uma nova abordagem", ressalta.

    Míssil balístico Dong Feng 21
    © AP Photo / Ng Han Guan
    Míssil balístico Dong Feng 21

    "Pequim mudou sua política sobre outras questões militares importantes, como a aquisição de porta-aviões ou bases estrangeiras, portanto mudar a posição da China nas negociações estratégicas sobre armas não é uma esperança inútil. Sem um maior apoio de Pequim, o controle estratégico de armas poderia morrer", acredita o especialista.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Mais:

    China teria testado míssil intercontinental capaz de atingir os EUA com ogiva nuclear
    Modesto arsenal nuclear da China está mudando, diz mídia
    Indecisos, EUA insistem em novo Tratado START com Rússia e China, afirma diplomata
    Tags:
    Dong Feng 41, míssil balístico intercontinental, arsenal nuclear, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar