10:26 18 Novembro 2019
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    Usina de processamento de petróleo de Khurais, da Saudi Aramco, na Arábia Saudita

    Saudi Aramco está omitindo informação sobre a infraestrutura petrolífera danificada?

    © AFP 2019 / MARWAN NAAMANI
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    Os reparos das instalações petrolíferas da Saudi Aramco, em Abqaiq e Khurais, podem levar meses ao invés de apenas dez semanas, segundo havia estimado a petroleira inicialmente.

    De acordo com os empreiteiros, citados pelo Wall Street Journal, a empresa petrolífera está em negociações urgentes com fabricantes de equipamentos e prestadores de serviços, estando disposta a pagar tarifas especiais para uma entrega e instalação mais rápidas.

    Mesmo com o pagamento de serviços urgentes, o trabalho de reparo pode durar meses, ou até um ano, porque o equipamento ainda precisa ser fabricado, entregue e instalado, destacou o jornal, citando funcionários sauditas.

    Como resultado de expectativas iniciais excessivamente otimistas por parte da Aramco, em breve pode haver outro pico de subida nos preços do petróleo.

    Produção restaurada

    Os ataques de drones a duas plantas da empresa Saudi Aramco levaram a cortes na produção de petróleo de 5,7 milhões de barris por dia, cerca de metade da produção total da empresa.

    O ministro da Energia saudita, Abdulaziz bin Salman, tentou tranquilizar os mercados, dizendo à mídia que mais de metade da produção perdida tinha sido restaurada e prometendo que, até o fim de setembro, o país teria uma capacidade de produção de 11 milhões de barris por dia e que, até o final de novembro, teria 12 milhões.

    Incêndio em instalações da Saudi Aramco
    © REUTERS / Hamad I Mohammed
    Incêndio em instalações da Saudi Aramco

    No entanto, segundos as fontes, não é provável que isso aconteça, pois o equipamento que irá substituir o que foi destruído pelos ataques terá que ser feito por encomenda, e isso leva tempo.

    A Bloomberg estimou que a Arábia Saudita tem cerca de 50 milhões de barris de petróleo armazenados internamente e mais outros 80 milhões de barris armazenados no exterior. Isto seria suficiente para manter suas exportações a níveis regulares, mas alguns acham que os problemas de abastecimento podem começar já no final de outubro. Apesar disso, os preços permaneceram relativamente indiferentes às últimas atualizações.

    Ataque a refinarias sauditas

    No dia 14 de setembro duas instalações petrolíferas sauditas foram atacadas por drones e pegaram fogo.

    A Saudi Aramco é a gigante estatal de petróleo que opera e controla a maioria da produção de refinarias e campos de petróleo do reino.

    Os rebeldes iemenitas houthis, contra os quais a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita está combatendo desde 2015, assumiram a responsabilidade pelos ataques às refinarias. Os EUA culpam o Irã de estar envolvido nos ataques, enquanto Teerã refuta todas as acusações.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    petróleo, refinarias, Saudi Aramco
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