10:12 20 Outubro 2019
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    Pessoas dançando em uma praça em Caracas, Venezuela

    Jornalista: mídia ocidental está mentindo e fabricando caos na Venezuela

    © AP Photo / Rodrigo Abd
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    Segundo jornalista independente, apesar da propaganda ocidental, a situação na Venezuela está calma e o governo de Nicolás Maduro conta com apoio popular.

    Nesta segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva colocando na mira países que continuam fazendo negócios com o "regime" de Nicolás Maduro.

    Em resposta às ações dos EUA, milhares de pessoas saíram às ruas de Caracas para expressar seu apoio ao presidente.

    Desde janeiro, o país enfrenta uma crise política, depois do líder da oposição, Juan Guaidó, ter se proclamado presidente interino da Venezuela em 23 de janeiro. Isso ocorreu duas semanas após a posse do presidente Nicolás Maduro para o segundo mandato após as eleições de maio de 2018.

    Os meios de comunicação hegemônicos modificaram sua narrativa em torno de Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana: passaram a chamá-lo de presidente interino para presidente autoproclamado com o fracasso de sua estratégia apoiada pelos EUA
    © Sputnik / Stringer
    Os meios de comunicação hegemônicos modificaram sua narrativa em torno de Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana: passaram a chamá-lo de "presidente interino" para "presidente autoproclamado" com o fracasso de sua estratégia apoiada pelos EUA

    Os EUA e seus aliados acusaram o governo de Maduro de oprimir o seu povo. A jornalista canadense Eva Bartlett, no entanto, após ter visitado o país este ano, diz que isso não é verdade.

    A jornalista, que também se define como "escritora independente e ativista de direitos", acrescentou que a mídia ocidental apresenta uma imagem mentirosa da situação no país sul-americano.

    Bartlett visitou Venezuela com uma delegação de paz e visitou muitas áreas diferentes, muitas das áreas mais pobres. O seu grupo se reuniu com representantes da sociedade civil e representante do governo, incluindo o presidente Maduro e o ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

    A ativista pretendia seguir para Kiev, onde acompanharia o julgamento do jornalista Kirill Vyshinsky, mas a American Airlines cancelou todos os voos para fora da Venezuela, então ela permaneceu no país.

    "Então eu fui conhecer o local, não só o centro de Caracas, mas fui para o que é conhecido como o bairro mais pobre da América Latina - Petare", contou a interlocutora da Sputnik.

    "E em todos os lugares que eu fui, eu vi pessoas não pareciam estar morrendo de fome. E eu vi uma loja que vendia comida, carne, queijo, legumes. Então, a minha principal conclusão foi de que a mídia estava fabricando uma crise que não existe. Há pobreza, mas a maneira como a mídia está apresentando é que todos estão morrendo de fome, todos estão comendo do lixo, e esse não foi o caso", acrescentou Bartlett.

    Durante a sua estadia, ocorreram duas grandes quedas de energia, que o governo venezuelano atribuiu à interferência e sabotagem do governo norte-americano. Naquela época, embora as pessoas estivessem sem energia, e sem água, e escritora relata que as pessoas permaneceram calmas e se ajudavam.

    "Por isso, fiquei feliz por estar lá naquela época, porque era uma época em que algumas das piores propagandas de guerra estavam colocadas como hype, e pude ver que essas coisas não eram verdadeiras. Tentei transmitir isso para pessoas que me seguem", afirmou a escritora.

    Além de conhecer o país, a escritora tentou mergulhar na vida política da população. Assim, participou tanto de manifestações a favor do governo, quanto da oposição. Segundo ela, no entanto, as manifestações da oposição não foram fáceis de encontrar, pois pouca gente tinha comparecido nas que ela tinha sido convidada.

    Apoiantes do presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, se manifestam nas ruas de Caracas
    © Sputnik / Eva Marie Uzcategui
    Apoiantes do presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, se manifestam nas ruas de Caracas

    "Eu queria falar com eles [oposição] porque meus colegas estiveram lá antes, quando aconteceram as manifestações maiores, e as pessoas com quem eles conversaram eram violentas, agressivas, abusivas.

    Então, eu queria ouvir o que eles tinham a dizer, mas só consegui falar com duas pessoas, e uma pessoa insistiu que as eleições de 2018 eram ilegítimas, embora Jimmy Carter, do Carter Center, tenha dito que as eleições venezuelanas são as mais importantes e transparentes que ele conhece, e a outra pessoa realmente não tinha muito a dizer", explicou a canadense.

    "Então, no geral, fiquem com a impressão de que as pessoas que estavam apoiando o governo estavam mais bem informadas sobre o porquê de estarem apoiando o governo, e as poucas pessoas com quem eu consegui falar do apoio a Guaidó ou da oposição só tiveram um alguns pontos de conversa, usurpação era a palavra que eles estavam usando", concluiu a jornalista.

    Eva Bartlett, depois de ter conhecido o país mas de pertou, considera existir uma ampla base de apoio ao presidente Maduro e que a imprensa ocidental está distorcendo a realidade.

    "Eles estão difamando a liderança em um grau extremo e ridículo, são muito abusivos. A liderança ocidental é muito abusiva quando se trata da Rússia, da Síria e da Venezuela. Eles não se limitam a criticar as políticas, eles atacam as pessoas. E também fazem uma propaganda muito exagerada sobre a realidade nas ruas. Eu concluí que a mídia ocidental está mentindo e fabricando o caos e que, infelizmente, os EUA não vão desistir", afirmou a jornalista.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    fake news, mídia ocidental, mídia, imprensa, Venezuela
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